Maringá (PR) contabilizou um crescimento de 44,4% no atendimento à população estrangeira ao longo de 2025, com ações concentradas em orientação social, regularização migratória e integração econômica.
Entre janeiro e novembro, mais de 1,3 mil pessoas de 34 países receberam apoio em Maringá, segundo dados consolidados pela Secretaria da Juventude, Cidadania e Migrantes (Sejuc). As maiores demandas vieram de cidadãos da Venezuela, Haiti, Cuba, Colômbia e Paraguai, que buscaram suporte para permanência e acesso a serviços públicos.
No mesmo intervalo, foram realizados mais de 1,4 mil atendimentos, voltados à organização de documentos junto à Polícia Federal (PF), encaminhamento para vagas de emprego e esclarecimentos sobre direitos garantidos pela legislação brasileira.
As medidas buscaram reduzir entraves burocráticos e facilitar a autonomia dos recém-chegados, além de orientar sobre políticas disponíveis nas áreas de saúde, assistência social e educação.
Durante o ano, o município promoveu capacitações técnicas para servidores da rede socioassistencial. Uma das formações ocorreu no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Paraíso do Norte, com foco em procedimentos de acolhida e normas migratórias.
Também foram organizados três mutirões em parceria com a PF, que eliminaram a fila de espera para pedidos de regularização.
Nessas ações, mais de 120 pessoas foram atendidas, com acesso a informações oficiais e segurança jurídica para residência no país.
A principal estrutura destinada ao primeiro atendimento é o Cras ao Migrante, mantido pela prefeitura de Maringá.
O espaço oferece moradia temporária por até seis meses e funciona como ponto inicial de orientação para quem decide se estabelecer na cidade.
Segundo a Sejuc, até o momento não houve registro de solicitações emergenciais relacionadas a episódios recentes ocorridos na Venezuela.
Além das ações da prefeitura, Maringá conta com o Conselho Municipal de Direitos dos Refugiados, Migrantes e Apátridas (Corma), instância de participação social voltada ao acompanhamento das políticas do setor.
A cidade também integra a Rede Nacional de Cidades Acolhedoras (RNCA), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que reúne 21 municípios brasileiros.
No Paraná, apenas Maringá e Curitiba participam da iniciativa. Segundo a Sejuc, os casos acompanhados ao longo do período indicam que parte das famílias atendidas conseguiu inserção no mercado de trabalho e deu continuidade a projetos de estudo.