Por: Da Redação

IMA realiza simulado de gripe aviária em 50 propriedades

Cento e vinte profissionais entre servidores do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e representantes de outras instituições participaram do Exercício Simulado de Atendimento a Foco de Influenza Aviária, em Pará de Minas e região.

Ao longo de cinco dias de ação em campo, foram vistoriadas mais de 50 propriedades onde estão alojadas cerca de 2,5 milhões de aves. Na prática, os técnicos reproduziram como deve ser a resposta a um eventual foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), reforçando a capacidade do Estado de proteger a produção e preservar a confiança dos mercados.

A gerente de defesa sanitária animal do IMA, Izabella Hergot, explica que quando uma ave apresenta sinais clínicos suspeitos da doença como morte súbita, dificuldade de respirar, crista e barbela arroxeados, apatia, falta de apetite, o primeiro passo é notificar uma das unidades do IMA para que o órgão possa coletar amostras e enviar para o laboratório de referência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em Campinas. Izabella lembra ainda que o vírus não é transmissível por meio do consumo da carne de frango, mas é importante que essa esteja bem cozida.

Pará de Minas e região foram escolhidas para ser palco do exercício simulado por concentrar cerca de 100 milhões de aves num universo de 504 milhões, destinadas ao abate em 2025 no estado. "Não podemos prever uma emergência sanitária, mas podemos nos preparar para responder com eficiência caso ela ocorra," disse Luiza de Castro, diretora-geral do IMA, acrescentando que a combinação entre alta densidade produtiva e intenso trânsito de cargas reforça a necessidade de vigilância permanente, sobretudo diante da gripe aviária, uma doença com um alto teor de disseminação entre as aves.

De acordo com o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), Thales Fernandes, o estado possui o quinto maior plantel de galináceos do país e registrou mais de U$ 300 milhões com a exportação de carne de frango em 2025.

"A capacidade de resposta rápida e coordenada diante de situações de risco sanitário se consolida, nesse contexto, como um diferencial competitivo", destacou o secretário.

A diretora pontua que a abertura de mercados internacionais tem elevado as exigências sobre a produção agropecuária, especialmente em acordos como o firmado entre Mercosul e União Europeia, que demandam controles sanitários cada vez mais rigorosos.