O Governo de São Paulo inaugurou nesta quarta-feira (11) a nova área de ressonância magnética do Instituto de Radiologia (InRad) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), que foi ampliada e equipada com aparelhos de última geração. Na ocasião, também foram reativados 26 leitos da Divisão de Ginecologia do Instituto Central (ICHC), após reforma e modernização da ala. Foram investidos mais de R$ 34,6 milhões nas duas entregas.
O HCFMUSP está entre as unidades beneficiadas pela Tabela SUS Paulista e, em dois anos, já recebeu mais de R$ 383 milhões pelo programa, sendo a segunda instituição que mais recebe recursos no estado. No InRad, os novos equipamentos utilizam recursos de inteligência artificial para acelerar e aprimorar o processamento das imagens, sem perda de detalhes clínicos relevantes. A tecnologia permite diagnósticos mais rápidos e precisos, auxiliando os médicos na tomada de decisão e contribuindo para um cuidado mais completo e eficiente aos pacientes. Trata-se de um equipamento pioneiro, com poucos exemplares instalados no mundo e único desse tipo em toda a América Latina.
"Estamos falando de um equipamento inédito na América Latina, que traz mais precisão e agilidade aos diagnósticos, e da reabertura de leitos que ampliam a capacidade de atendimento, especialmente na saúde da mulher. É investimento com impacto direto na vida das pessoas, com mais acesso, mais eficiência e mais qualidade no cuidado", afirmou o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva.
Com a modernização da área, o setor passou a operar 24 horas por dia, o que otimiza o uso dos equipamentos e reduz o tempo de espera para realização dos exames. A produção já apresenta crescimento de cerca de 20%, com expectativa de ampliação nos próximos meses.
Na Divisão de Ginecologia do Instituto Central do Hospital das Clínicas (ICHC), os novos leitos permitirá aumentar o número de procedimentos cirúrgicos ginecológicos minimamente invasivos, com foco no atendimento a mulheres com endometriose profunda, miomas uterinos, tumores benignos de ovário e incontinência urinária.
Com as obras de reforma, a área de Ressonância Magnética do INRAD passou de 582 m² para 808 m², e o número de equipamentos aumentou de três para cinco, sendo quatro novos. O investimento total entre obra e equipamentos foi de R$ 32.629.829,43, com recursos da Faculdade de Medicina da USP, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e de convênio com o Ministério da Saúde.
As novas máquinas, aliadas a recursos de Inteligência Artificial, reduziram o tempo médio de exame em aproximadamente 30%. Com isso, há ampliação significativa da capacidade de atendimento, além de maior conforto para o paciente, que realiza seu exame em menos tempo.
Durante a entrega, foi apresentado o equipamento de ressonância magnética de última geração. Com tecnologia 3 Tesla, destaca-se por ter um sistema especial de gradientes de alta performance. Esse sistema consegue gerar variações de campo muito maiores do que os equipamentos convencionais, tornando as imagens mais detalhadas e precisas. Trata-se de uma tecnologia pioneira, com poucos equipamentos instalados no mundo, sendo o único desse tipo em toda a América Latina.
Outro equipamento incorpora uma tecnologia ainda pouco comum no Sistema Único de Saúde (SUS), a Elastografia por Ressonância Magnética (ERM). A técnica permite avaliar com alta precisão a rigidez dos tecidos, sendo especialmente relevante na análise hepática, como nos casos de cirrose, além de oferecer imagens mais detalhadas.
Somado aos avanços tecnológicos, o novo espaço promove melhorias na experiência do paciente por meio da ambientação temática de quatro salas de exame, decoradas com temas relaxantes como, oceano, lagoa, praia e lavanda, com painéis em LED que simulam esses ambientes; dois aparelhos contam com sistema de som com música, recurso que pode contribuir para a redução da ansiedade durante o exame; há ainda equipamentos com túnel mais largo, ampliando o conforto de pessoas com claustrofobia ou obesidade, além de fluxo de atendimento digitalizado para pacientes do SUS.