No próximo domingo (18) completa cinco anos do início da vacinação contra a Covid-19, estratégia responsável, de forma científica e epidemiológica, pela redução dos casos graves e óbitos pelo vírus ao longo dos anos. E, embora atualmente seja destinada a grupos específicos, a vacina contra a Covid-19 segue sendo importante na prevenção contra o vírus.
O médico infectologista e referência técnica do Núcleo Especial de Vigilância Epidemiológica (NEVE), da Secretaria da Saúde (Sesa), Raphael Lubiana Zanotti, lembrou que a vacina contra a Covid-19 "representou esperança, proteção e uma resposta concreta à maior crise sanitária da nossa geração" e que atualmente segue sendo incentivada como importante ferramenta para proteção de grupos específicos.
"É importante lembrarmos que a vacina contra a Covid-19 foi a ferramenta que permitiu salvar milhares de vidas, proteger profissionais de saúde, reduzir colapsos hospitalares e iniciar a retomada das atividades sociais e econômicas no Espírito Santo. Naquela ocasião, a vacina era a principal medida duradoura para a proteção coletiva, além de reduzir a transmissão do vírus e, principalmente, a ocorrência de muitos casos graves e superlotação dos serviços de saúde. Hoje, ela representa uma excelente ferramenta para prevenir casos graves em populações específicas, que em virtude de características pessoais ou de outras doenças, têm predisposição a desenvolver formas graves", explicou o profissional.
Atualmente, a vacina contra a Covid-19 está presente no Calendário Nacional de crianças de seis meses a menores de 5 anos, idosos (pessoas com mais de 60 anos) e gestantes (em qualquer período da gestação) com doses ofertadas na rotina dos serviços de vacinação. Além disso, a vacina também deve ser ofertada como reforço anual na população com mais de 5 anos de idade pertencente aos grupos prioritários.
E, mesmo já presente no dia a dia da população há cinco anos, a resistência à proteção contra a Covid-19 ainda reflete nas coberturas vacinais.