O Governo de São Paulo implementou o Muralha Paulista, um dos maiores sistemas integrados de vigilância e inteligência em segurança pública. A tecnologia já reúne mais de 90% das cidades paulistas (604 municípios).
O programa opera 94 mil câmeras interligadas, distribuídas entre leitores de placas (20 mil), equipamentos de reconhecimento facial (7 mil) e dispositivos de monitoramento em tempo real (66 mil). A rede integra câmeras e sensores de órgãos públicos e privados a bases de dados e indicadores de localização, ampliando a capacidade de análise e resposta das forças policiais, operacionais e especializadas.
As câmeras do Muralha Paulista cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utilizam reconhecimento facial para identificar automaticamente foragidos da Justiça. Também contribuem para localizar pessoas desaparecidas e veículos furtados ou roubados por meio da leitura e análise de placas.
Um exemplo da eficácia do programa ocorreu em 5 de dezembro, em Santa Bárbara D'Oeste, no interior de São Paulo. Um caminhão suspeito de levar drogas passou a ser monitorado pelo sistema há cerca de dois meses. Ao ser identificado e abordado, os policiais encontraram 1,5 tonelada de maconha em uma carga de banheiros químicos. O motorista foi preso em flagrante.
Segundo o coordenador do Centro Integrado de Comando e Controle, tenente-coronel Rodrigo Vilardi, a queda dos indicadores de criminalidade está diretamente relacionada ao posicionamento estratégico das câmeras. São Paulo registrou, até outubro, os menores índices de roubos, latrocínios e homicídios desde o início da série histórica em 2001."A tecnologia restringe rotas de fuga, dificulta a movimentação dos criminosos e aumenta a capacidade de resposta das forças de segurança", comentou.