Por: Raquel Valli

Manifestantes lotam a Câmara de Campinas em defesa de vereadora detida em Israel

Apoiadores defendem a iniciativa da vereadora do PSOL detida em Israel | Foto: Raquel Valli

Manifestantes de esquerda lotaram o plenário da Câmara Municipal de Campinas (SP) na noite desta quarta-feira (8) em defesa da vereadora Mariana Conti (PSOL), que foi detida em Israel com o grupo que participava da Global Sumud Flotilha. A parlamentar está retornando ao Brasil e não se encontrava na Casa durante a sessão.

Pelas redes sociais, ela conclamou os pares a defendê-la, depois que o vereador Nelson Hossri (PSD) entrou com um pedido de investigação sobre a viagem.

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Sessão precisou ser interrompida diante dos gritos dos manifestantes | Foto: Raquel Valli

Aos gritos, os manifestantes impediram Hosrri de falar na tribuna, e a sessão teve que ser interrompida pelo presidente da Câmara, Luiz Rossini, que pediu respeito à democracia e defendeu o direito de Hosrri de se manifestar.

Denúncia

O texto relata que a vereadora, ao se afastar do mandato para participar de uma missão não oficial e sem pertinência temática com as funções campinenses, teria violado o princípio constitucional da moralidade administrativa.

Mariana Conti pediu duas licenças não remuneradas para participar da ação internacional, alegando que se tratava de uma missão humanitária com o objetivo de furar o bloqueio imposto por Israel à faixa de Gaza, mas a vereadora acabou sendo deportada.

O pedido de abertura de uma comissão que a investigasse o caso deveria ser votado nesta sessão. Porém, a Procuradoria Jurídica da Casa analisou o pedido de instauração de Comissão Processante e concluiu que um vereador licenciado não pode perder o mandato.

Em virtude desse fundamento, entendeu que a denúncia somente poderá ser votada quando terminar a licença de Mariana, que vence em 25 de outubro.

 

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Vereadores de direita exibem bandeira pró-Israel | Foto: Raquel Valli