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SP: oitavo suspeito de ataques a ônibus é preso

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na última segunda-feira (14), o oitavo suspeito de envolvimento na série de ataques a ônibus que atingem a capital e municípios da região metropolitana.

A detenção ocorreu em flagrante na Brasilândia, zona norte da capital, quando um homem de 38 anos foi flagrado apedrejando um coletivo. Ninguém se feriu. O caso foi registrado como dano no 72º Distrito Policial da Vila Penteado, onde o suspeito pagou fiança.

Desde o início de junho, mais de 600 ataques a ônibus foram registrados na capital, Grande São Paulo e Baixada Santista. Só no último domingo (13), ocorreram 47 ataques. O pico anterior havia sido de 59 ocorrências, em 7 de julho.

Em resposta à escalada da violência, a Polícia Militar deflagrou, no início do mês, uma operação especial com 7,8 mil policiais e 3,6 mil viaturas.

O efetivo tem atuado na segurança de terminais, garagens e corredores de ônibus em pontos estratégicos do estado. Mesmo com o reforço, os ataques continuam acontecendo diariamente.

A Polícia Civil conduz as investigações com base em três possíveis motivações: envolvimento de facções criminosas; desafios disseminados pela internet; e disputas internas no setor de transporte coletivo, como represálias de funcionários ou empresas que perderam contratos — essa última linha é tratada como a mais provável até agora.

Relatórios apontam que a maioria dos ataques ocorreu na zona sul da capital. Empresas de transporte específicas foram alvos recorrentes, com registros de veículos apedrejados, vidros quebrados e passageiros feridos.

Em um dos casos mais graves, uma passageira foi atingida no rosto por uma pedra, e o autor foi preso por tentativa de homicídio e dano ao patrimônio.

Investigações também apuram se os ataques estão ligados a boatos sobre a instalação de câmeras com reconhecimento facial nos ônibus, o que teria causado revolta em grupos de usuários e motoristas.

Mesmo com a prisão de oito suspeitos até o momento, as autoridades reforçam que as ações criminosas seguem um padrão e com motivações ainda não totalmente esclarecidas.