Por: Da Redação

Estações elevatórias garantem água à Grande SP

Bombas da Estação Elevatória Santa Inês, Sistema Cantareira | Foto: Divulgação/Sabesp

Com os níveis dos reservatórios em patamares mais baixos, o abastecimento de água na Grande São Paulo depende da operação contínua de estações elevatórias da Sabesp. As estruturas bombeiam grandes volumes de água, vencem desníveis do relevo e permitem o transporte do recurso entre represas, estações de tratamento e a rede de distribuição que atende cerca de 22 milhões de moradores da Região Metropolitana..

As estações elevatórias integram os principais sistemas produtores que atendem a Grande São Paulo e funcionam de forma ininterrupta, 24 horas por dia. Equipadas com conjuntos de motores de alta potência, elas são responsáveis por bombear a água bruta das represas até pontos mais elevados do sistema, permitindo que, posteriormente, o fluxo siga por gravidade até as estações de tratamento e redes de distribuição.

A maior dessas estruturas está localizada no Sistema Cantareira. A Estação Elevatória de Água Bruta Santa Inês é responsável por transportar aproximadamente 33 mil litros de água por segundo, vencendo um desnível de cerca de 120 metros. A operação é essencial para levar a água captada nas represas do sistema até a represa Águas Claras, de onde segue para a Estação de Tratamento de Água Guaraú, na zona norte da capital.

Além do Cantareira, outras estações elevatórias desempenham papel estratégico no abastecimento regional. A Estação Elevatória Cachoeira do França atua no Sistema São Lourenço, bombeando a água captada na região de Ibiúna até Vargem Grande Paulista. Já o sistema Guarapiranga conta com estações que levam a água da represa até a Estação de Tratamento localizada no Alto da Boa Vista, atendendo bairros da zona sul paulistana.

Outro ponto relevante da operação está na Estação Elevatória Theodoro Ramos, situada próxima à estação de tratamento da Guarapiranga. A unidade contribui diretamente para o fornecimento de água a uma ampla área da capital, especialmente na zona sul, ao garantir a elevação necessária para a continuidade do fluxo no sistema.

Diferentemente de outras infraestruturas urbanas, as estações elevatórias precisam operar de forma contínua e estável, já que a água não acumula energia ou impulso ao longo do percurso. O bombeamento ocorre por quilômetros, exigindo sistemas robustos, manutenção permanente e monitoramento em tempo real para assegurar o funcionamento sem interrupções.

Essas estruturas são consideradas peças-chave para a segurança hídrica da Grande São Paulo, especialmente em períodos de estiagem ou de variações climáticas mais intensas. Ao permitir flexibilidade operacional e redistribuição de volumes entre sistemas, as estações elevatórias ajudam a manter a regularidade do abastecimento em uma das regiões metropolitanas mais populosas do país.