Os serviços de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas de Santo André retornaram à administração do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental), reforçando a política de saneamento ambiental integrado. A estratégia consiste em concentrar em um único órgão ações que promovem preservação ambiental, saúde pública e desenvolvimento sustentável.
Com a mudança, o Semasa, subordinado tecnicamente à Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, passa a gerir a drenagem urbana, a fiscalização ambiental, o licenciamento, a educação ambiental, a limpeza urbana, coleta e destinação de resíduos sólidos, além da administração das duas unidades de conservação municipais: Parque Natural do Pedroso e Parque Natural Nascentes de Paranapiacaba.
A secretaria também mantém o Departamento de Proteção e Defesa Civil, responsável pela gestão de riscos urbanos e ambientais, com atividades de prevenção, mitigação, resposta a desastres e restabelecimento da normalidade.
Segundo o secretário Edinilson Ferreira dos Santos, o saneamento integrado é essencial, pois serviços como coleta e varrição influenciam diretamente a drenagem urbana. “Neste momento de eventos extremos, a reintegração fortalece as políticas de enfrentamento às consequências da mudança do clima”, afirmou.
Historicamente, a drenagem esteve sob responsabilidade da prefeitura até 1997, quando passou ao Semasa. Em 2021, voltou à administração direta e, em dezembro de 2025, foi reintegrada à autarquia.
O sistema de drenagem compreende galerias, bocas de lobo, poços de visita, piscinões e microrreservatórios, além de monitoramento de córregos e pontos alagáveis. Entre as ações, estão limpeza de córregos, manutenção de canais, contenção de margens e obras estruturais que evitam inundações e reduzem impactos à saúde, ao patrimônio e ao meio ambiente.
Apesar da água potável e do esgotamento sanitário estarem sob a gestão da Sabesp desde 2019, o Semasa continua a acompanhar e monitorar as metas de universalização do saneamento no município.