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Consumo de água cresce 60% na Grande SP

Modelos meteorológicos indicam uma tendência de chuvas abaixo da média para janeiro de 2026 | Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

A intensa onda de calor que atinge o Estado de São Paulo provocou aumento de 60% no consumo de água na Grande São Paulo, segundo dados do governo estadual. A população é orientada a adotar medidas de economia para preservar os mananciais.

Desde agosto, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) determina gestão da demanda noturna de 10 horas, das 19h às 5h. A medida já resultou na economia de 57 bilhões de litros de água, mas o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) opera atualmente com 26,36% da capacidade. Modelos meteorológicos indicam chuvas abaixo da média para janeiro, o que pode atrasar a recuperação dos reservatórios.

Pequenas ações no dia a dia podem reduzir o consumo: escovar os dentes com a torneira fechada economiza até 12 litros, banhos mais curtos reduzem em 80 litros o gasto, ensaboar louça com torneira fechada economiza 80 litros, e lavar o carro com balde evita o consumo de até 300 litros.

Desde 2025, a Grande São Paulo conta com modelo avançado de gestão hídrica que estabelece sete faixas de atuação de acordo com os níveis de reservação. Atualmente, a região está na faixa 3, com gestão noturna de 10 horas e intensificação de campanhas de conscientização. Em níveis mais críticos, a metodologia prevê redução de pressão por até 16 horas ou rodízio de abastecimento, garantindo apoio a serviços essenciais.

As informações técnicas são da Sabesp e da ABRHIDRO.