Por: Da Redação

Nível dos reservatórios da Grande SP recua para 27,2%

Sistema Cantareira operava com 20,9% da capacidade | Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

O nível dos reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo voltou a apresentar queda e chegou a 27,2% do volume útil nesta segunda-feira (22). O índice é inferior ao registrado no dia anterior, quando os sistemas marcavam 27,3%, reforçando o cenário de atenção diante da persistência da estiagem e da irregularidade das chuvas nos últimos meses.

Dados do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) indicam que a redução ocorre mesmo após a adoção de medidas de contingência pelo governo estadual. Em 24 de outubro, quando a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) anunciou o plano para conter o consumo, o volume útil estava em 28,7%. Desde então, os níveis vêm oscilando, mas seguem em trajetória descendente.

Com o sistema abaixo de 28,5%, o plano de contingência permanece enquadrado na chamada “faixa 3”. Nesse estágio, a Sabesp, empresa responsável pelo abastecimento e privatizada em julho de 2024 durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), adota a redução da pressão da água na rede por até 10 horas por dia. A ampliação do corte para 12 horas só será aplicada caso o nível do sistema integrado fique abaixo de 22,6% de forma contínua.

O volume útil corresponde à parcela da água que pode ser captada normalmente nos reservatórios. Ele é calculado a partir da diferença entre o volume total e o chamado “volume morto”, que fica abaixo do ponto de captação e só pode ser utilizado com bombeamento. Segundo especialistas, a atual escassez está diretamente ligada à falta de chuvas consistentes, condição essencial para a recuperação dos mananciais.

As faixas do plano de contingência não são fixas e podem ser alteradas conforme a avaliação técnica do comportamento do sistema integrado. Atualmente, os limites preveem desde ações educativas e revisão de transposições de bacias, na faixa 1, até rodízio no abastecimento, na faixa 7, que seria aplicada se o nível atingir patamar negativo. Entre esses extremos, estão previstas reduções graduais no tempo de pressão da água, que variam de 8 a 16 horas diárias.

A mudança de faixa, com aumento no tempo de redução da pressão, só ocorre quando o nível permanece abaixo do limite estabelecido por sete dias consecutivos. Já para o relaxamento das medidas, com retorno a uma faixa menos restritiva, é necessário que o volume se mantenha acima do patamar mínimo por pelo menos 14 dias seguidos. Enquanto isso, o acompanhamento diário dos reservatórios segue sendo fundamental para definir os próximos passos no abastecimento da Grande São Paulo.