OBRAS NO ESTADO

Estado de SP tinha 268 obras paralisadas e R$ 1,44 bilhão em contratos em abril

Dados do TCE-SP apontavam 856 obras atrasadas ou paralisadas no 1º quadrimestre; Linha 17- Ouro foi concluída

Estado de SP tinha 268 obras paralisadas e R$ 1,44 bilhão em contratos em abril
Obras da Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo foram registradas como atrasadas no Painel do TCE-SP em 25 de abril, mas o projeto foi concluído em 31 de março de 2026. Crédito: Divulgação/Governo de SP/Agência SP

São Paulo entrou no fim do primeiro quadrimestre de 2026 com 7.724 obras registradas no Painel de Obras do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), segundo dados de 25 de abril. Os empreendimentos estavam distribuídos por 530 municípios e somavam R$ 25,18 bilhões em investimentos contratados. Do total, 6.829 obras, ou 88,41%, eram de âmbito municipal, com R$ 15,47 bilhões em contratos. Outras 895, equivalentes a 11,59%, eram estaduais, com R$ 9,70 bilhões.

A maior parte das obras estava em execução dentro do prazo. Eram 6.868 empreendimentos nessa situação, correspondentes a 88,92% do total, com R$ 18,94 bilhões contratados, ou 75,20% do volume financeiro. Outras 588 obras, 7,61% do conjunto, estavam em execução com atraso. Esses contratos somavam R$ 4,80 bilhões, equivalentes a 19,08% dos recursos.

O painel registrava ainda 268 obras paralisadas, 3,47% do total, com R$ 1,44 bilhão em recursos contratados. Consideradas em conjunto, as obras atrasadas e paralisadas chegavam a 856 empreendimentos, ou 11,08% das obras registradas. O valor dos contratos nessas duas situações era de R$ 6,24 bilhões, correspondente a 24,80% do investimento total.

A obra de maior valor contratado no levantamento era de R$ 595,94 milhões. Localizada na capital e de âmbito estadual, tinha como contratantes a Secretaria dos Transportes Metropolitanos e o Metrô de São Paulo. O contrato foi firmado em 2023 com a AGIS Construção S.A. e constava no Painel do TCE-SP, em 25 de abril, como em execução atrasada.

O projeto envolve obras civis remanescentes e implantação de acabamentos, paisagismo, comunicação visual e instalações hidráulicas de estações da Linha 17-Ouro. O status registrado pelo TCE-SP, porém, corresponde ao recorte de 25 de abril e não à situação atual . A obra da Linha 17-Ouro foi concluída em 31 de março de 2026, segundo o governo paulista. A primeira fase da linha foi inaugurada em 30 de junho. 

São Paulo também liderava o ranking de municípios com maior número de obras paralisadas, com 39 empreendimentos. Agudos aparecia em seguida, com dez, enquanto Campo Limpo Paulista tinha sete. São Bernardo do Campo e Jaboticabal registravam seis obras paralisadas cada. Franco da Rocha, Mairinque, Salesópolis e Votorantim tinham cinco cada. Guarulhos registrava quatro.

Em volume de recursos de obras paralisadas, a capital também ocupava a primeira posição, com R$ 647,15 milhões. São Bernardo do Campo vinha em segundo, com R$ 122,79 milhões, seguido por Atibaia, com R$ 89,96 milhões. Ribeirão Preto tinha R$ 72,07 milhões, São Sebastião, R$ 53,15 milhões, e Indaiatuba, R$ 50,79 milhões.

Entre as cidades com maior número de obras atrasadas em execução, São Paulo tinha 51 empreendimentos. Monte Alto e Tupã registravam 20 cada. Franca aparecia com 18, seguida por São José do Rio Preto, com 17. Cubatão, Santana de Parnaíba e Biritiba Mirim tinham 15 obras atrasadas cada.

Após esse recorte, houve registros de retomada ou conclusão em alguns municípios. Em Agudos, foram retomadas obras de uma avenida de interligação e do portal da Avenida Carvalho Pinto. Em Jaboticabal, a Praça Nove de Julho foi revitalizada e uma creche no Jardim Maria Luiza II teve a obra retomada. Em São Bernardo, foi autorizada a reforma e ampliação da EMEB Aluísio Azevedo. Em São Paulo, há registro de retomada e conclusão do CER IV da Rua Jorge Jones. Em Tupã, obras de contenção de erosão foram retomadas.