O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou nesta terça-feira (5) que o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), será o segundo candidato ao Senado de sua chapa, definindo a composição que deve concorrer às eleições de outubro. A confirmação ocorreu durante evento no Palácio dos Bandeirantes, quando Tarcísio também tratou de obras rodoviárias no estado.
Segundo o governador, André do Prado obteve o aval do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos. Tarcísio afirmou que as negociações começaram antes da mudança de Eduardo para o exterior e que a decisão de ceder a vaga foi acordada entre ele, Eduardo e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Eduardo abriu mão de sua candidatura e a pré-candidatura fica com André do Prado. A oficialização será feita por eles, mas já estou dando a notícia”, disse o governador.
André do Prado é considerado aliado do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e consolidou relações políticas com Tarcísio ao longo do mandato. Com base eleitoral no Alto Tietê, na região leste da Grande São Paulo, ele realizou duas viagens aos Estados Unidos recentemente para discutir a candidatura com Eduardo Bolsonaro, segundo aliados. Entre integrantes do grupo bolsonarista, há expectativa de que Eduardo possa assumir a posição de suplente de senador, caso haja vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na Presidência e condições para retorno ao Brasil.
A chapa de Tarcísio mantém como vice o atual ocupante do cargo, Felício Ramuth (MDB), e completa a composição com o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) como outro candidato ao Senado. Derrite já atuou como secretário da Segurança Pública.
Durante a coletiva, Tarcísio também comentou declarações do ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo paulista, Fernando Haddad (PT). Haddad havia criticado a condução das finanças do estado e questionado a relação de Tarcísio com o governo norte-americano. O governador rebateu, citando indicadores econômicos e fiscais da gestão federal anterior, afirmando que as críticas não se aplicam à administração estadual.
Em nota, Haddad respondeu às declarações de Tarcísio, defendendo que a gestão federal recebeu uma peça orçamentária com déficit primário e questionando o balanço do estado. O petista argumentou que o governo estadual teria recorrido a medidas extraordinárias, como venda de patrimônio, para equilibrar as contas, e destacou que os recursos federais teriam evitado um quadro ainda mais crítico.
O debate sobre finanças públicas em São Paulo integra o cenário político que antecede a eleição estadual, marcada para outubro, quando Tarcísio tentará a reeleição e André do Prado e Guilherme Derrite disputarão cadeiras no Senado, consolidando as alianças entre Republicanos, PL e PP no estado.