Por: Por Redação

Estado propõe salário mínimo paulista de R$ 1.874

O valor foi fixado em R$ 1.874 e contempla mais de 70 categorias | Foto: Pablo Jacob/Governo de SP

O Governo de São Paulo encaminhou à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo o projeto de lei que prevê o reajuste do salário mínimo estadual. A proposta fixa o novo piso paulista em R$ 1.874 a partir de 2026, representando aumento nominal de 46% em relação ao valor praticado em 2022, quando o mínimo regional era de R$ 1.284.

Segundo o governador Tarcísio de Freitas, a medida amplia a renda dos trabalhadores e fortalece o poder de compra da população. "Com o novo valor do salário mínimo paulista, chegamos a R$ 590 a mais do que era pago há quatro anos. Uma valorização que beneficia mais de 70 categorias previstas em lei", afirmou.

O piso regional de São Paulo é aplicado a categorias que não possuem convenção coletiva ou legislação federal específica definindo remuneração mínima. Entre os setores contemplados estão trabalhadores domésticos, cuidadores, serventes, comerciários, operadores de telemarketing, entre outros segmentos previstos em lei estadual.

A expectativa do governo é que o reajuste também tenha impacto positivo no consumo interno, especialmente nos setores de comércio e serviços, já que trabalhadores com maior renda tendem a ampliar gastos essenciais e movimentar a economia.

Salário mínimo no Brasil

Com a nova proposta, o salário mínimo paulista ficará 15,6% acima do piso nacional atual, hoje em R$ 1.621. A diferença de R$ 253 reforça a política adotada pelo estado de manter uma remuneração mínima superior à referência federal, buscando acompanhar o custo de vida e estimular a economia regional.

Nos últimos anos, o reajuste do piso paulista também superou indicadores nacionais. Desde 2022, o aumento acumulado de 46% ficou acima da alta nominal registrada no salário mínimo nacional no mesmo período, de 33,7%.

Além disso, o crescimento do piso estadual mais que dobrou a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC, que somou 19,5% no intervalo analisado. Na prática, isso significa ganho real para os trabalhadores, já que o reajuste supera a variação dos preços.

A proposta agora seguirá tramitação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, onde será analisada pelas comissões temáticas antes de ir à votação em plenário pelos parlamentares. Caso seja aprovada, manterá São Paulo entre os estados com os maiores pisos regionais do país.