O estado de São Paulo confirmou nesta terça-feira (28) o segundo caso importado de sarampo em 2026, registrado na capital paulista. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, o paciente é um homem de 42 anos, residente na Guatemala, que apresentou quadro leve da doença. Ele havia sido vacinado previamente e não precisou de internação, permanecendo em bom estado de saúde.
Este é o segundo registro do tipo neste ano. Em março, as autoridades sanitárias já haviam confirmado um caso envolvendo uma bebê de seis meses, não vacinada, que chegou ao Brasil vinda da Bolívia em janeiro. No ano passado, o estado contabilizou dois casos importados da doença.
O novo episódio ocorre em meio a um cenário de alerta internacional. No último dia 25 de abril, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) recomendou que países das Américas intensifiquem as estratégias de vacinação diante do aumento de ocorrências de sarampo em diferentes regiões.
O sarampo é uma infecção viral altamente contagiosa, transmitida por via aérea, principalmente em locais fechados e com grande circulação de pessoas. A disseminação ocorre por meio de gotículas respiratórias expelidas ao tossir, falar ou espirrar. A capacidade de permanência do vírus em aerossóis contribui para o alto potencial de transmissão.
Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e o surgimento de manchas avermelhadas na pele, que geralmente aparecem entre sete e 14 dias após a exposição ao vírus. Em alguns casos, podem ocorrer complicações mais graves, especialmente em crianças pequenas e pessoas com baixa imunidade.
A vacinação é considerada a principal forma de prevenção e controle da doença. O Ministério da Saúde recomenda um esquema vacinal composto por duas doses. A primeira deve ser aplicada aos 12 meses de idade, com a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A segunda dose é indicada aos 15 meses, com a vacina tetraviral, que também inclui proteção contra a varicela.
Pessoas entre 1 e 29 anos devem comprovar duas doses da vacina tríplice viral. Já adultos de 30 a 59 anos precisam ter ao menos uma dose registrada. Para profissionais de saúde, a exigência é de duas doses, independentemente da faixa etária. Em situações de surto, crianças de seis a 11 meses podem receber uma dose adicional, conhecida como dose zero.
As autoridades reforçam a importância da atualização da carteira de vacinação como medida essencial para evitar a reintrodução do vírus no país e conter a disseminação da doença.
*Com informações da Folhapress