O Estado de São Paulo lançou o Plano de Segurança Viária (PSV-SP), programa que estabelece metas para reduzir em 50% o número de mortes no trânsito até 2030. A iniciativa prevê salvar cerca de 19 mil vidas nos próximos cinco anos por meio de ações integradas entre órgãos públicos, municípios e entidades ligadas à mobilidade.
O plano foi oficializado por decreto publicado nesta quarta-feira e passa a orientar políticas públicas voltadas à prevenção de acidentes, melhoria da infraestrutura viária, qualificação da fiscalização e ampliação do atendimento às vítimas. A proposta também busca fortalecer a gestão de dados para direcionar ações com base em estatísticas e evidências.
Entre os conceitos adotados está o entendimento de que mortes e lesões graves no trânsito podem ser evitadas. O programa segue referências internacionais como a Visão Zero, que considera inaceitável qualquer morte nas vias, e o Sistema Seguro, modelo que divide responsabilidades entre motoristas, poder público e sociedade.
Na prática, o plano será estruturado em 11 eixos estratégicos. Entre eles estão vias mais seguras, educação para o trânsito, atendimento rápido às vítimas, uso de tecnologia na fiscalização e proteção aos usuários mais vulneráveis, como motociclistas, ciclistas e pedestres.
Os municípios também terão papel central na execução das metas. O Estado prevê apoio técnico para que as prefeituras desenvolvam planos locais de segurança viária e criem observatórios municipais conectados ao sistema estadual de monitoramento. A intenção é ampliar a capacidade de diagnóstico e resposta em todas as regiões.
A implantação será dividida em três fases. A primeira, até 2027, terá foco na estruturação da governança, medidas urgentes e projetos-piloto. Entre 2028 e 2030, o objetivo será ampliar ações em larga escala para alcançar a meta de redução das mortes. Já entre 2031 e 2035, a proposta será consolidar políticas permanentes e transformar São Paulo em referência nacional no tema.
Dados do Infosiga servirão de base para acompanhamento dos resultados e definição de prioridades. A expectativa é concentrar esforços especialmente nos motociclistas, grupo que lidera os índices de vítimas fatais no trânsito paulista.
Além da redução de mortes, o plano pretende diminuir lesões graves e custos gerados por acidentes, ampliando a segurança nas cidades e rodovias. A expectativa é que as medidas tragam impactos diretos na saúde pública e na mobilidade urbana.