Por: Por Redação

Com seis casos, Saúde convoca para vacinação contra a febre amarela

Vacinação é a principal forma de prevenção da febre amarela, disponível gratuitamente nas UBSs | Foto: Divulgação/Governo de SP

O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) confirmou três novos casos de febre amarela, elevando para seis o total de registros da doença no estado em 2026. Dois dos novos casos foram identificados no município de Lagoinha, no Vale do Paraíba, envolvendo homens de 56 e 53 anos, ambos com evolução para óbito. O terceiro caso foi registrado em Araçariguama, na região de Sorocaba, em um homem de 43 anos, que se recuperou da doença.

Na semana passada, São Paulo já havia contabilizado os três primeiros casos do ano, também no Vale do Paraíba: um óbito de um homem de 38 anos em Cunha e dois casos em Cruzeiro, ambos com evolução para cura. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), todos os pacientes confirmados neste ano não possuíam histórico de vacinação.

A pasta reforça que a imunização continua sendo a principal medida de prevenção contra a febre amarela e a forma mais eficaz de evitar casos graves e mortes. Desde 2019, a vacina é recomendada para toda a população paulista. Para quem pretende viajar a áreas com risco de transmissão, a orientação é tomar a dose ao menos dez dias antes do deslocamento, prazo necessário para garantir a proteção adequada.

Como parte das ações de vigilância e preparação da rede pública, a Secretaria promove nesta sexta-feira (24) o seminário on-line "Febre Amarela e o Desafio do Diagnóstico Diferencial com Dengue", voltado a profissionais de saúde de todo o estado. A iniciativa busca ampliar a capacidade de resposta diante de doenças com sintomas semelhantes, especialmente em períodos de maior circulação viral.

"A vacinação é a principal forma de prevenção e controle da febre amarela e está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde. É fundamental que a população verifique a situação vacinal, especialmente antes de viagens para áreas de risco, garantindo a proteção adequada", destacou a coordenadora em saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP.

A Secretaria informou ainda que mantém monitoramento contínuo do cenário epidemiológico e segue com ações permanentes de vigilância e prevenção em todas as regiões do estado. A recomendação é que casos suspeitos sejam comunicados imediatamente aos serviços de saúde, contribuindo para resposta rápida e redução do risco de transmissão.

A vacina contra a febre amarela é gratuita e integra o calendário de rotina. O esquema prevê dose aos 9 meses de idade e reforço aos 4 anos para crianças. Pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos devem tomar reforço. Já quem tem entre 5 e 59 anos e nunca foi vacinado deve receber dose única. Quem recebeu dose fracionada em campanhas emergenciais realizadas em 2018 deve verificar a necessidade de atualização da caderneta vacinal.

Para ampliar o acesso à informação, o Governo de São Paulo disponibiliza o portal "Vacina 100 Dúvidas", que reúne respostas às perguntas mais frequentes sobre vacinação, incluindo eficácia, efeitos colaterais e riscos da não imunização.

Dia D na capital

Como reforço à campanha estadual, o Governo de São Paulo promove neste sábado (24) o Dia D de vacinação contra febre amarela e sarampo na capital paulista. A mobilização contará com atendimento em Unidades Básicas de Saúde e postos estratégicos instalados em locais de grande circulação de pessoas, facilitando o acesso da população às doses.

A estratégia busca ampliar a cobertura vacinal, alcançar pessoas com esquema incompleto e incentivar a atualização da caderneta. A Secretaria destaca que a prevenção segue como principal ferramenta para evitar a reintrodução de doenças e reduzir o risco de novos casos no estado.

Além das UBSs, equipes estarão mobilizadas em pontos extras, como estações de transporte público e centros comerciais, com o objetivo de atingir moradores que não conseguem buscar atendimento durante a semana. A orientação é que a população apresente documento de identificação e a carteira de vacinação.