Por: Ana Laura Gonzalez - SP

Tarcísio de Freitas defende fim da reeleição no Brasil

Governador de SP, Tarcísio de Freitas | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, manifestou nesta terça-feira (7) apoio à proposta que prevê o fim da reeleição para cargos do Executivo no país. A iniciativa, defendida pelo senador Flávio Bolsonaro, estabelece mandato único de cinco anos para presidente, governadores e prefeitos, com vigência a partir de 2030.

A declaração foi feita durante agenda oficial em Francisco Morato, na Grande São Paulo. Segundo o governador, o modelo atual de reeleição pode comprometer a gestão pública ao limitar decisões de longo prazo. Para ele, a necessidade de disputar um novo mandato pode influenciar prioridades administrativas.

A proposta de emenda à Constituição já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas não avançou nas demais etapas de tramitação. A articulação política em torno do tema busca ampliar apoio entre partidos, especialmente de grupos do chamado Centrão.

Durante a entrevista, Tarcísio afirmou que a discussão sobre o fim da reeleição integra um debate mais amplo sobre reforma política. Ele destacou a necessidade de avaliar se o atual sistema contribui para o desenvolvimento do país ou impõe obstáculos à governabilidade.

O governador também levantou questionamentos sobre a representatividade política no Brasil. Nesse contexto, mencionou o debate sobre a adoção do voto distrital como possível alternativa para fortalecer a relação entre eleitores e representantes.

Outro ponto abordado foi a organização do sistema político. Segundo Tarcísio, há sinais de desarticulação que afetam o funcionamento das instituições. Ele defendeu o uso de mecanismos que promovam maior estabilidade e equilíbrio entre os poderes.

De acordo com o governador, a organização partidária desempenha papel fundamental na sustentação das instituições democráticas. Quando há fragilidade nesse sistema, afirmou, ocorre impacto direto na harmonia entre os poderes e na capacidade de decisões estruturais.

Ainda segundo ele, o enfraquecimento da coordenação política pode gerar conflitos de competência e prejudicar o ambiente institucional. Esse cenário, na avaliação do governador, compromete oportunidades de crescimento e desenvolvimento econômico.

A proposta segue em discussão no Congresso Nacional e depende de articulação política para avançar nas próximas etapas legislativas.