Por: Ana Laura Gonzalez - SP

Polícia Militar recaptura 794 presos durante saída temporária

Maior parte das capturas ocorreu na região de Ribeirão Preto, com 166 prisões | Foto: Divulgação/Governo de SP

A Polícia Militar de São Paulo recapturou 794 detentos durante a saída temporária do sistema prisional, ocorrida entre 17 e 23 de março. As prisões ocorreram por descumprimento de medidas judiciais ou pela prática de crimes em flagrante, e todos os capturados foram reconduzidos às unidades prisionais.

Esta foi a primeira saída temporária de 2026. Do total de prisões, 770 foram motivadas pela violação de regras estabelecidas pela Justiça para a concessão do benefício, como a proibição de frequentar bares, usar drogas, se envolver em brigas ou permanecer fora da área determinada pelo Judiciário. O horário limite para retorno aos presídios era até as 18h de segunda-feira (23). Quem não cumpriu o prazo é considerado foragido.

A maior parte das capturas ocorreu no interior paulista. A região de Ribeirão Preto liderou o número de prisões, com 166 detentos, seguida por Santos (159) e Campinas (135). Outras regiões tiveram menor incidência: Bauru (76), São José do Rio Preto (71), Araçatuba (68), São José dos Campos (47), Presidente Prudente (17) e Sorocaba (7). Na capital, 12 presos foram recapturados.

Além das detenções por descumprimento das medidas judiciais, 24 beneficiados foram detidos em flagrante por crimes como homicídio, estupro, violência doméstica, tráfico de drogas, furto, roubo, agressão, falsa identidade, ameaça, direção perigosa e dano material.

Desde junho de 2025, uma parceria entre a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e o Tribunal de Justiça de São Paulo permite que policiais tenham acesso a informações sobre os detentos beneficiados, agilizando a abordagem. Com isso, é possível verificar se as regras da saída temporária estão sendo cumpridas sem levar o preso a uma delegacia para registro do boletim de ocorrência.

Em casos de descumprimento, o detento é submetido a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) antes de ser encaminhado novamente ao sistema prisional. O procedimento busca aumentar a segurança e o controle durante o período de saída temporária, garantindo a aplicação das normas judiciais e prevenindo novos crimes.