Por: Por Redação

Campanha de vacinação contra a gripe começa no sábado (28)

Campanha vai até 30 de maio e a meta é vacinar ao menos 90% do público-alvo no período | Foto: Divulgação/Governo de SP

A campanha de vacinação contra a gripe 2026 começa neste sábado (28) em todo o estado de São Paulo, com a realização do Dia D nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Nesta primeira etapa, a dose estará disponível para idosos a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos e gestantes.

A mobilização segue até 30 de maio e tem como meta vacinar ao menos 90% do público-alvo, estimado em 18,8 milhões de pessoas. Até o momento, a Secretaria de Estado da Saúde já recebeu cerca de 3 milhões de doses, que estão sendo distribuídas aos 645 municípios paulistas, conforme a capacidade de atendimento das redes locais.

A imunização é considerada a principal forma de prevenção contra a influenza, ajudando a reduzir casos graves, internações e mortes, especialmente durante o outono e o inverno, quando há maior circulação de vírus respiratórios. A vacina é atualizada anualmente para proteger contra as cepas mais recentes do vírus em circulação.

"A vacinação contra a influenza é a principal estratégia para prevenir casos graves, internações e óbitos, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. Com o aumento da circulação de vírus respiratórios, é fundamental que a população procure a unidade de saúde mais próxima para garantir proteção", afirma Regiane de Paula, coordenadora de Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde.

Segundo a pasta, a adesão à campanha é essencial para evitar a sobrecarga do sistema de saúde, especialmente em períodos de maior demanda por atendimento respiratório. A vacinação também contribui para reduzir a transmissão do vírus, protegendo indiretamente pessoas mais vulneráveis.

Neste ano, até a última sexta-feira (20), o estado registrou 5.801 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza e 401 mortes. Os dados são atualizados continuamente no painel da Secretaria, por meio do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde, e indicam a importância da imunização precoce.

Quem deve se vacinar

Além dos grupos iniciais, a campanha contempla uma ampla lista de públicos prioritários, incluindo profissionais de saúde, professores, puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, pessoas com doenças crônicas e população em situação de rua.

Também estão incluídos trabalhadores de setores essenciais, como transporte coletivo, correios, forças de segurança e salvamento, além de integrantes das Forças Armadas. Caminhoneiros, trabalhadores portuários e a população privada de liberdade — incluindo funcionários do sistema prisional e jovens em medidas socioeducativas — também fazem parte do público-alvo.

A ampliação dos grupos busca garantir proteção aos mais expostos e reduzir o impacto da influenza em diferentes contextos sociais e profissionais. A estratégia segue diretrizes do Ministério da Saúde e considera fatores de risco para agravamento da doença.

Para receber a dose, é necessário comparecer a uma UBS com documento com foto e, se possível, a carteira de vacinação. A aplicação é gratuita e ocorre enquanto durarem os estoques enviados aos municípios.

Para esclarecer dúvidas da população, o Governo de São Paulo disponibiliza o portal "Vacina 100 Dúvidas", que reúne respostas às perguntas mais frequentes sobre vacinação, como eficácia, possíveis efeitos colaterais e riscos da não imunização.

A recomendação das autoridades de saúde é que o público prioritário não deixe para se vacinar nos últimos dias da campanha, garantindo proteção antes do período de maior circulação do vírus e contribuindo para a redução de casos graves no estado.

Reduz casos graves

Especialistas reforçam que a imunização anual é fundamental não apenas para proteção individual, mas também para evitar surtos e aliviar a pressão sobre hospitais e prontos atendimentos, especialmente nos meses mais frios. A vacina é segura, gratuita e pode ser aplicada junto a outros imunizantes do calendário, conforme orientação das equipes de saúde. Além disso, a proteção coletiva ajuda a conter a circulação do vírus e a proteger pessoas mais vulneráveis que não podem se vacinar.