O Auditório Franco Montoro, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), recebeu nesta quarta-feira (18) um ponto de coleta de sangue que contou com a participação de cerca de 60 doadores, principalmente funcionários da Casa. A iniciativa, solicitada pelo deputado Fábio Faria de Sá (Podemos), foi realizada em parceria com a ONG "Amor Se Doa", responsável pela intermediação com o Hemocentro São Lucas, que organizou a estrutura necessária para a coleta no local.
Segundo Faria de Sá, que é doador há vários anos, a ação é inédita no Parlamento paulista. "Doar sangue é um gesto generoso, indolor e solidário que salva vidas", afirmou o parlamentar, que participou da coleta durante a manhã.
A doação de sangue é essencial para cirurgias, acidentes, complicações médicas e pacientes que dependem de transfusões contínuas, como os em tratamento de leucemia ou anemia. A reposição constante é necessária, já que os componentes sanguíneos possuem prazo de validade limitado, exigindo doações regulares para manter os estoques.
Anne Martinez, médica do Hemocentro São Lucas, explicou que uma bolsa de sangue de 450 ml pode beneficiar até quatro pessoas, reforçando o impacto coletivo de cada doação. Ela também destacou a importância do tipo sanguíneo O negativo, considerado doador universal.
O processo de doação iniciou-se com o preenchimento de cadastro virtual por meio de QR Code. Em seguida, os candidatos passaram por triagem clínica, conduzida pela equipe do Hemocentro, para verificar condições de saúde adequadas, explicou Adriano Oliveira, presidente da ONG "Amor Se Doa". Após a triagem, a coleta dura cerca de 15 minutos, seguida de lanche para o doador.
Entre os participantes estava a designer Luíza Rezende, de 25 anos, que doou pela primeira vez. "É uma ação simples e rápida, mas fundamental para garantir os estoques e ajudar quem precisa", disse.
Para doar sangue, é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar ao menos 50 kg e estar alimentado. Doadores menores de 18 anos devem estar acompanhados de um responsável. Gestantes, lactantes e pessoas com certas condições de saúde, como epilepsia, doenças cardiovasculares, anemia falciforme, câncer ou hepatites, não podem doar. O limite de idade para primeira doação é 60 anos, e candidatos não podem ter passado por cirurgias ou exames recentes.
A ação da Alesp reforça a importância de campanhas regulares de doação, garantindo a manutenção do abastecimento dos bancos de sangue e contribuindo para a segurança e o tratamento de pacientes em todo o estado.