A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) iniciou a elaboração do Plano Estadual de Mineração 2050 (PEM 2050), que vai orientar o setor até 2050. O trabalho será executado por consultores e professores da USP, por meio da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE). Ao longo de 15 meses, a equipe reunirá dados e definirá diretrizes para fortalecer o desenvolvimento sustentável da mineração paulista.
O plano terá seis cadernos temáticos, abordando o cenário da mineração, os setores produtivos, geração de empregos, sustentabilidade e recuperação de áreas. Segundo a subsecretária Marisa Maia, o documento trará diretrizes alinhadas às políticas ambientais e de desenvolvimento do Estado.
O processo contará com workshop e consulta pública. De acordo com Marisa Barros, a proposta é conciliar uso responsável dos recursos, proteção ambiental e desenvolvimento regional.
Voltada à construção civil, a mineração paulista responde por 70% da areia industrial do País, 50% da areia comum, 30% da brita e 16% da argila. São 3.443 empreendimentos ativos, com produção superior a 130 milhões de toneladas em 2024 e mais de 13 mil empregos formaais.
Na água mineral, o Estado lidera o ranking nacional, com 27% da produção brasileira: 6,4 bilhões de litros em 2024, distribuídos em 336 empreendimentos.