O estado de São Paulo registrou, em 2025, a menor taxa anual de desemprego dos últimos 13 anos: 5%. É o menor índice da série histórica iniciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012. Os dados, divulgados pela Fundação Seade com base na Pnad Contínua, mostram que o desempenho paulista ficou abaixo da média nacional, de 5,6%, e também da região Sudeste, que encerrou o ano com 5,3%.
Na comparação anual, a taxa caiu 1,2 ponto percentual em relação a 2024 (6,2%) e acumula retração de 4,1 pontos percentuais desde 2022, quando estava em 9,1%. Em 2021, no auge dos impactos da pandemia, o índice chegou a 14,4% no estado, evidenciando a forte recuperação do mercado de trabalho nos últimos anos e a retomada gradual das atividades econômicas em diferentes setores.
O avanço foi acompanhado pela melhora na qualidade das vagas. A população ocupada com carteira assinada cresceu 5,2% entre 2024 e 2025, enquanto o contingente sem carteira recuou 8,7%. A taxa anual de informalidade ficou em 29% da população ocupada, a terceira menor do país, bem abaixo da média nacional, de 38,1%, e também inferior ao índice registrado na região Sudeste, que foi de 33%.
O rendimento médio real habitual também superou os indicadores nacionais. Em 2025, o trabalhador paulista recebeu, em média, R$ 4.190, ante R$ 3.560 no Brasil. O valor também ficou acima da média do Sudeste (R$ 3.958) e de estados como Minas Gerais e Espírito Santo, reforçando o peso da economia paulista na geração de renda.
No quarto trimestre de 2025, a taxa de desemprego foi ainda menor: 4,7%, a mais baixa da série histórica. O estado contabilizou 11,593 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, o maior número entre as unidades da Federação, equivalente a 30% do total nacional. O percentual de empregados com carteira assinada chegou a 82,2% no setor privado, acima da média brasileira, de 74,4%.
Ao todo, 24,576 milhões de pessoas estavam ocupadas em São Paulo no fim do ano, o maior contingente desde o início da série. Já o número de desocupados caiu para 1,212 milhão, com redução de 20,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Para ampliar as oportunidades, o governo mantém mais de 200 unidades dos Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs) e a plataforma digital Trampolim, que reúne vagas, cursos de qualificação, testes de habilidades e ferramentas para elaboração de currículo.