A Polícia Civil de São Paulo adotou uma estratégia diferente para combater furtos e roubos durante os blocos de Carnaval: agentes infiltrados fantasiados entre os foliões. A ação é coordenada pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Segundo a delegada Sandra Buzati, as fantasias são escolhidas de forma planejada para facilitar a infiltração e garantir segurança operacional. As equipes, com seis a oito policiais, atuam em pontos definidos por análise de inteligência, considerando histórico de ocorrências e fluxo de público.
Entre os comportamentos suspeitos estão pessoas que circulam sem participar da festa ou focadas nos pertences dos foliões. Durante abordagens, os agentes realizam consultas em sistemas policiais e podem usar reconhecimento facial para verificar mandados de prisão.
No Carnaval 2026, operações ocorreram em diferentes regiões. Na Barra Funda, 12 suspeitos foram presos por furtos. No Parque Ibirapuera, quatro homens foram detidos, três por venda irregular de bebidas e um com celulares furtados. Outras ações resultaram em prisões por receptação e tráfico de drogas.
A Polícia Civil afirma que a estratégia ampliou flagrantes, reduziu furtos e aumentou a sensação de segurança durante a festa.