Agora ficou mais simples obter a placa preta de veículo de coleção, regularizar automóveis antigos que ainda utilizam a placa amarela de duas letras, padrão adotado no Brasil entre a década de 1970 e o início dos anos 2000, e emitir a Certidão de Veículo com Placa Amarela, documento que comprova a existência e o histórico do automóvel. Para concentrar esses serviços, o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) lançou uma página exclusiva voltada a veículos antigos.
Troca da placa é obrigatória
A substituição da placa amarela pelo modelo atual, no padrão Mercosul, é obrigatória para proprietários que desejam circular com o veículo em vias públicas. Automóveis flagrados em circulação com a placa antiga estão sujeitos à remoção para pátio, uma vez que não constam na base de dados do Detran-SP. Veículos herdados ou pertencentes a coleções familiares devem passar por regularização antes de serem utilizados.
O processo é feito de forma digital, por meio da nova página eletrônica do órgão. O proprietário deve seguir o passo a passo indicado e pagar a taxa de R$ 469,91, valor que inclui o licenciamento anual. Após o envio da solicitação, o Detran-SP encaminha o pedido à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), responsável pela atualização do cadastro e pela emissão do novo registro.
Placa preta valoriza veículos históricos
A placa preta funciona como um selo que reconhece a relevância histórica, a raridade e o grau de preservação do veículo, fatores que contribuem para sua valorização no mercado. Por esse motivo, é bastante procurada por colecionadores. Apesar do interesse crescente, o número de veículos com placa preta ainda é reduzido em relação à frota total do estado: atualmente são 76.087 automóveis registrados nessa categoria.
Para obter a identificação, o veículo deve ter pelo menos 30 anos de fabricação e manter características originais. São avaliados itens como mecânica, carroceria, suspensão, acabamento e aparência geral, além de padrões de emissão de poluentes e níveis de ruído compatíveis com a tecnologia disponível à época de sua produção, respeitando o contexto histórico do modelo.
Também é exigida a apresentação do Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL), emitido por entidade credenciada pela Senatran, e do Certificado de Segurança Veicular (CSV), elaborado por uma Instituição Técnica Licenciada (ITL), que atesta as condições de segurança para circulação em vias públicas.
O proprietário deve ainda pagar a taxa de segunda via do Certificado de Registro do Veículo (CRV), que custa R$ 295,83 quando o licenciamento do ano vigente já foi quitado, ou R$ 469,91 caso o pagamento precise ser feito juntamente com o licenciamento. Também é obrigatória a filiação a um clube de colecionadores reconhecido.
Mesmo com os critérios exigidos, a frota de veículos com placa preta tem crescido em São Paulo. Em 2023, eram 53.037 automóveis registrados nessa categoria, número 43% inferior ao atual, refletindo a ampliação do interesse pelo colecionismo automotivo no estado.
Certidão comprova registro e histórico
A nova página do Detran-SP também permite a emissão gratuita da Certidão de Veículo com Placa Amarela. O documento comprova registro, propriedade e histórico do automóvel ou motocicleta, sendo utilizado para instruir processos administrativos ou judiciais que exijam a comprovação da situação registral. A certidão também auxilia na regularização cadastral e na transferência de propriedade. Informações sobre prazos e documentação necessária estão disponíveis no portal do órgão.