Criado há apenas um mês, o Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP), do Ministério Público de São Paulo, já apresenta resultados concretos. Em atuação conjunta com a Promotoria da Vara de Lavagem de Dinheiro da Capital, o grupo obteve na Justiça o sequestro de 48 imóveis e o bloqueio de bens que somam cerca de R$ 500 milhões.
A decisão foi proferida pela 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, em processo que tramita sob sigilo.
As investigações apontam que os envolvidos integravam um esquema de lavagem de dinheiro que funcionava como um banco informal. O grupo misturava recursos provenientes do tráfico de drogas e de outros crimes com atividades empresariais, como supermercados e empresas de fachada, para ocultar a origem ilícita do dinheiro. A atuação ocorria em São Paulo e em outros estados do país.
A medida judicial atingiu apartamentos de alto padrão em Porto Alegre (RS), terrenos em áreas de praia e diversos imóveis comerciais e residenciais.
O GAEPP foi criado com o objetivo de rastrear, identificar e garantir o sequestro de bens ligados a crimes de grande impacto, para que possam ser revertidos ao Estado ou às vítimas em caso de condenação. A iniciativa reforça a estratégia do Ministério Público de enfraquecer financeiramente organizações criminosas e devolver à sociedade recursos obtidos de forma ilegal.