Por: Por Redação

Saneamento cresce 120% com Sabesp privatizada

Sabesp reduziu em 22% o volume de esgoto sem tratamento | Foto: Divulgação Governo de SP

O Governo de São Paulo registrou em 2025 o maior volume de investimentos da história em saneamento básico. Ao todo, foram aplicados R$ 15,2 bilhões pela Sabesp, valor 120% superior aos R$ 6,9 bilhões de 2024. O crescimento ocorreu após a desestatização da companhia, em julho do ano passado, com foco na universalização do acesso à água potável e ao esgoto tratado até 2029.

Segundo o governo estadual, os recursos representam um avanço estrutural para garantir serviços essenciais, proteger recursos hídricos, reduzir a poluição ambiental e impulsionar o desenvolvimento sustentável em todas as regiões paulistas, com reflexos diretos na saúde pública e na valorização urbana, especialmente em áreas mais vulneráveis.

Em pouco mais de um ano após a privatização, a Sabesp já apresentou resultados como a redução de cerca de 22% no volume de esgoto lançado sem tratamento na Região Metropolitana de São Paulo. No fim de 2023, esse passivo ambiental equivalia a aproximadamente 63 bilhões de litros por mês. A queda representa cerca de 5.500 piscinas olímpicas a menos de esgoto despejadas mensalmente no meio ambiente, com impacto direto em mananciais estratégicos como o Tietê, Guarapiranga e Billings.

A companhia também superou, em 2025, todas as metas de universalização nas 371 cidades atendidas. O acesso à água foi ampliado para 664.161 imóveis, beneficiando cerca de 1,8 milhão de pessoas. A coleta de esgoto chegou a 781.464 imóveis, atendendo mais de 2,1 milhões de moradores, enquanto o tratamento de esgoto alcançou 1.372.105 imóveis, impactando aproximadamente 3,7 milhões de pessoas.

O ritmo das obras se intensificou, com média de 2.400 novas ligações por dia e mais de 1.100 frentes de trabalho em andamento. Em 2025, foram entregues 16 estações de tratamento de esgoto e quase 800 quilômetros de grandes tubulações, além da geração de cerca de 40 mil empregos diretos e indiretos, movimentando a economia local.

Mesmo com o forte aumento dos investimentos, o governo afirma que as tarifas permanecem controladas. O reajuste deste ano foi de 6,11%, limitado à inflação contratual, e a tarifa de referência ficou cerca de 15% abaixo do valor que seria praticado se a empresa ainda fosse estatal. O novo modelo prevê investimentos totais de aproximadamente R$ 70 bilhões até 2029 para garantir a universalização do saneamento em todo o estado, antecipando metas nacionais e ampliando a cobertura de serviços essenciais para milhões de paulistas.