Por: Ana Laura Gonzalez - SP

Sustentabilidade se torna critério de gestão e ganha centralidade nas empresas

Executivos e equipes avaliam práticas sustentáveis para atender exigências do mercado e fortalecer a competitividade | Foto: Freepik

A sustentabilidade deixou de ser apenas um discurso e passou a integrar decisões estratégicas das empresas, aponta a segunda edição especial do Boletim do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). O documento destaca que o alinhamento entre agenda ambiental, risco climático, eficiência operacional, crédito e competitividade tornou-se essencial para a gestão corporativa.

O boletim enfatiza a necessidade de avançar da intenção à implementação de práticas sustentáveis. Eventos climáticos extremos já afetam custos, cadeias de suprimentos e continuidade operacional, enquanto bancos, seguradoras e clientes exigem comprovação concreta, métricas confiáveis e projetos estruturados. A adaptação, a eficiência energética e hídrica, a rastreabilidade de produtos e a economia circular passam de diferenciais para requisitos do mercado.

A publicação reúne análises práticas e orientações para que empresas transformem ações de sustentabilidade em instrumentos de proteção e crescimento. Entre os conteúdos, destaca-se um guia com dez medidas iniciais e tendências previstas para 2026, que incluem pressão por padrões internacionais de reporte e maior seletividade por parte do mercado financeiro.

Além das perspectivas de negócios, o boletim apresenta vozes de empresas e sindicatos que participaram da COP30, mostrando como iniciativas de circularidade, governança e uso de dados contribuem para reduzir riscos e facilitar investimentos. A análise aborda também a administração de riscos na cadeia de valor, assim como a atuação da FecomercioSP em ações de advocacy, buscando garantir regras claras, viáveis e com segurança jurídica.

Segundo especialistas ouvidos pelo boletim, consolidar a sustentabilidade na gestão é investir na continuidade e na competitividade do negócio. Práticas ambientais estruturadas são cada vez mais vistas como critérios de avaliação e seleção por parceiros financeiros, clientes e órgãos reguladores. A tendência é que empresas que não incorporarem esses elementos enfrentem obstáculos em crédito, mercado e reputação.

A edição reforça que a sustentabilidade não é apenas responsabilidade social, mas um elemento central da estratégia corporativa. Projetos bem implementados podem reduzir desperdícios, gerar eficiência, mitigar riscos climáticos e fortalecer a imagem da empresa. Com isso, a agenda ambiental deixa de ser apenas uma promessa e passa a ser um componente essencial da operação e da expansão das organizações.

O boletim da FecomercioSP evidencia, portanto, que integrar sustentabilidade à gestão é requisito para enfrentar desafios contemporâneos e garantir resiliência frente a cenários de mudanças climáticas e exigências regulatórias. O material completo traz orientações práticas e estudos de caso para orientar empresas de diferentes setores na adoção de medidas sustentáveis e na construção de estratégias de longo prazo.