O Porto de São Sebastião encerrou o ano de 2025 com receita consolidada de R$ 75 milhões, valor aproximadamente 29% superior ao registrado em 2024. O resultado está associado ao aumento da movimentação de cargas e a ações voltadas à modernização operacional, incluindo investimentos em infraestrutura, revisão de processos e incorporação de tecnologias aplicadas à gestão portuária.
Nos anos de 2024 e 2025, o terminal registrou volumes anuais mais de 50% acima da média observada até 2023. No período, a movimentação totalizou 2,96 milhões de toneladas, desempenho superior ao de qualquer biênio dos quatro anos anteriores. Em 2024, foram movimentadas 1,53 milhão de toneladas, enquanto em 2025 o volume alcançou 1,44 milhão de toneladas, indicando mudança no patamar operacional do porto.
As principais cargas transportadas em 2025 foram açúcar, com 473,9 mil toneladas; barrilha, insumo utilizado na produção de vidros e embalagens, com 380,9 mil toneladas; coque de petróleo, com 105 mil toneladas; além de malte e cevada, que somaram 209 mil toneladas no período.
A entrega do Contorno Sul da Rodovia dos Tamoios, obra executada pelo governo do Estado de São Paulo, contribuiu para a logística do terminal ao reduzir o tempo de deslocamento, aumentar a segurança viária e melhorar as condições de acesso para o transporte rodoviário de cargas.
O porto é administrado pela Companhia Docas de São Sebastião, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística. A autoridade portuária conduz um processo de reestruturação com foco na atração de investimentos e na diversificação das cargas movimentadas. Em 2025, o terminal voltou a operar com trigo após cerca de 25 anos e realizou operações com embarcações de perfil sustentável.
O Porto de São Sebastião possui canal natural profundo, característica que permite a operação de navios de grande calado com menor necessidade de dragagens frequentes. Em 2025, foi realizada dragagem de manutenção após três anos, com investimento de R$ 7 milhões, para preservação da profundidade operacional.
Entre os projetos em andamento está o arrendamento de uma nova área portuária, com leilão previsto para março de 2026, em iniciativa conduzida pelo governo federal em parceria com o Estado de São Paulo. O empreendimento prevê R$ 2,5 bilhões em investimentos privados, uma área operacional de 426 mil metros quadrados, dois berços de atracação e potencial de ampliação de até 187% da capacidade atual. A estimativa é que, após a conclusão das obras, o terminal possa atingir movimentação anual de até 4,3 milhões de toneladas e operar até 1,3 milhão de contêineres por ano.
Na área ambiental, o porto mantém protocolos voltados à proteção da fauna marinha e registrou, em 2025, aumento no número de avistamentos de cetáceos em sua área de influência. O terminal também obteve reconhecimentos institucionais relacionados ao desempenho ambiental e a indicadores ESG, com melhoria de pontuação em avaliações setoriais e participação em premiações nacionais do setor portuário.