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Estado de São Paulo registra a primeira morte por dengue em 2026

Vacinação contra a dengue no SUS é a partir deste sábado (17) | Foto: Agência Brasil

O município de Nova Guataporanga, a 658 km da capital paulista, registrou a primeira morte por dengue no estado de São Paulo em 2026. O paciente, homem de 53 anos, faleceu no dia 9 de janeiro. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, como os sintomas tiveram início em 3 de janeiro, última semana epidemiológica de 2025, o óbito consta nos registros estaduais como referente ao ano passado.

A cidade, que pertence ao departamento regional de saúde de Presidente Prudente, soma dez casos confirmados de dengue neste ano. No estado, há 3.768 casos prováveis e 781 confirmados da doença. Até o momento, mais de 50 municípios paulistas registraram casos confirmados.

Desde 2024, decretos de situação de emergência em razão da dengue estão em vigor em 67 cidades, incluindo a capital. No âmbito nacional, o painel do Ministério da Saúde aponta 9.667 casos prováveis da doença em 2026 e três mortes em investigação.

Em meio ao aumento de casos, o Instituto Butantan iniciará a vacinação contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de sábado (17), nos municípios de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Botucatu (SP) começará a imunização no dia seguinte.

A campanha atenderá inicialmente pessoas de 15 a 59 anos. Na sequência, serão vacinados profissionais de saúde da atenção primária, incluindo médicos, enfermeiros e agentes de saúde que atuam na linha de frente do SUS. A vacinação será feita com parte do lote de 1,3 milhão de doses já entregue pelo instituto.

O Butantan prevê produzir 30 milhões de doses anuais a partir do segundo semestre de 2026, com possibilidade de ampliação conforme a demanda e a capacidade produtiva. O imunizante é composto pelos quatro sorotipos do vírus da dengue e se mostrou seguro e eficaz tanto em indivíduos com infecção prévia quanto naqueles sem contato anterior com o vírus.

Especialistas ressaltam que, além da vacinação, medidas preventivas, como eliminação de criadouros de mosquitos, continuam essenciais para reduzir a transmissão da doença.