Levantamento do Corpo de Bombeiros indica que nove em cada dez mortes por afogamento ocorrem em áreas com corrente de retorno. Esses trechos do mar puxam os banhistas para o fundo e representam um dos maiores riscos nas praias. Para reduzir acidentes, é fundamental respeitar a sinalização e as orientações dos guarda-vidas.
Durante o verão, a população do litoral paulista pode aumentar até 4,5 vezes, elevando também a demanda por salvamentos. O Governo de São Paulo mantém a Operação Verão Integrada, ação intersetorial que reforça segurança, saúde, mobilidade e proteção ambiental, com aumento do efetivo de salva-vidas.
O Corpo de Bombeiros realiza monitoramento preventivo, sinalizando áreas perigosas, como correntes de retorno e buracos, onde se concentram a maioria das mortes por afogamento. O coronel Valdecir Nascimento recomenda que os banhistas procurem guarda-vidas assim que chegarem à praia, principalmente para proteger crianças e familiares. Uma lista de praias com presença de salva-vidas está disponível no site da corporação.
O consumo de álcool antes do banho de mar é outro fator de risco, pois reduz a percepção de perigo e incentiva comportamentos arriscados, segundo a porta-voz Capitão Karoline. Objetos flutuantes, como boias e colchões infláveis, também são desaconselhados, já que podem ser arrastados pelas correntes, contribuindo para cerca de um terço dos afogamentos.
Uma regra simples ajuda na prevenção: “água no umbigo, sinal de perigo”. Em caso de dúvida, o recomendado é sair da água e buscar orientação de um guarda-vidas. A presença das equipes atua preventivamente, garantindo um verão mais seguro para todos.