A Baixada Santista, localizada no litoral de São Paulo, foi severamente impactada pelas fortes chuvas que caíram durante a virada do ano, com destaque para o município de Guarujá, que registrou 45 mm de precipitação nas últimas 24 horas, conforme balanço divulgado pela Defesa Civil do Estado, nesta sexta-feira (2). Esse foi o maior volume de chuva registrado no estado, superando outras cidades da região, como Santos e São Vicente, que também enfrentaram alagamentos e quedas de árvores. Guarujá, que teve o maior índice de precipitação, viu a chuva atingir especialmente as regiões da Vila Baiana e Jardim Albamar. O volume de 45 mm foi o maior registrado pela Defesa Civil do Estado nas últimas 24 horas, seguido por 43 mm no bairro Enseada e cerca de 30 mm em outras áreas da cidade. Embora a quantidade de precipitação tenha sido considerável, os danos no município foram relativamente baixos. Segundo a Prefeitura de Guarujá, a velocidade máxima dos ventos foi de 58 km/h, e a única ocorrência registrada foi a queda de um galho de árvore de pequeno porte no Balneário Pernambuco, que foi removido na noite de quinta-feira (1º), sem maiores complicações.
São Vicente também foi afetada pelas chuvas, que somaram 29 mm, o que a colocou entre as cidades com os maiores volumes de precipitação no estado. A cidade está em estado de observação, mas, até o momento, não houve registros de grandes ocorrências associadas às chuvas ou ventos fortes. A Defesa Civil de São Vicente segue monitorando áreas de risco, enquanto a Prefeitura informou que alguns pontos da cidade sofreram alagamentos transitáveis, especialmente em locais como a Avenida Augusto Severo, nas proximidades das ruas Machado de Assis e Indaiatuba, e a Rua Frei Gaspar, perto da Avenida Manoel de Abreu, no bairro Cidade Náutica. Também houve alagamentos em outros pontos, como a Avenida Mal Deodoro, na Vila Vascatinha, o Viaduto Mario Covas, na Vila Margarida, e a Rua Frei Gaspar, próximo à Avenida Capitão-Mor Aguiar, no Centro da cidade.
Santos, por sua vez, registrou 25 mm de chuva no bairro Estuário e 24 mm na Ponta da Praia. A cidade também enfrentou ventos fortes, com velocidades de até 82,2 km/h. A combinação de chuva e ventos causou alagamentos em algumas áreas, como na Rua Januário dos Santos, no bairro Aparecida, onde a água chegou a alcançar quase a altura dos joelhos de pedestres. Além disso, a cidade teve três ocorrências de queda de árvores: uma na Rua Frei Francisco Sampaio, onde um ingazeiro caiu sobre a rede elétrica, outra na Avenida Washington Luiz, onde um galho grande se desprendeu, e a última na Rua Luiz Gama, que foi interditada para remoção de um galho. A Prefeitura de Santos informou que as vias afetadas foram rapidamente liberadas, e as equipes de limpeza trabalharam ao longo do dia para remover os resíduos das quedas.
Em Praia Grande, a Defesa Civil estadual registrou 23 mm de chuva, o que, apesar de ser um dos maiores volumes no estado, não resultou em grandes ocorrências na cidade. A Prefeitura informou que, embora o volume de precipitação tenha sido considerável, não houve alagamentos graves ou quedas de árvores significativas.
Em relação às demais cidades da Baixada Santista, as prefeituras de Bertioga e Peruíbe informaram que não houve ocorrências graves em suas regiões. As administrações municipais das demais cidades da Baixada não se manifestaram até a publicação desta reportagem.
A forte chuva que atingiu a Baixada Santista já havia sido prevista, e o Governo de São Paulo tomou medidas preventivas, incluindo a montagem de um gabinete de crise para coordenar ações de apoio aos municípios afetados. A Defesa Civil do Estado emitiu um alerta severo na noite de 1º de janeiro, informando sobre a possibilidade de raios e ventos fortes. Com os volumes de chuva superiores a 40 mm em algumas áreas, as autoridades locais mantêm a região em alerta para novos episódios de precipitação intensa. As autoridades orientam a população a seguir as recomendações de segurança e a evitar áreas de risco, como encostas e locais sujeitos a alagamentos. A Defesa Civil Estadual segue monitorando a evolução das condições climáticas e tomando as medidas necessárias para reduzir os impactos das chuvas.
A previsão do tempo indica que as chuvas continuarão durante a semana, com risco de novos temporais e ventos fortes na região. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) alertou para a possibilidade de novos episódios de precipitação intensa, o que exige atenção redobrada da população e das autoridades de Defesa Civil. A Baixada Santista permanece em alerta e segue sendo monitorada por equipes de prevenção e resgates.