O setor de alimentação fora de casa na Região Metropolitana de Campinas (RMC) deve fechar 2026 com saldo positivo. Segundo a pesquisa IPC Maps, a estimativa de gastos em bares e restaurantes nas 20 cidades da região deve atingir R$ 7,669 bilhões, uma alta de 11,8% em comparação ao ano passado.
Classes
A análise por faixas de renda mostra que a classe A lidera o crescimento, com uma alta de 29,1% no potencial de consumo. Já as classes B e D/E apresentam aumentos de 11,6% e 11,3%, respectivamente, enquanto a classe C registra uma variação mais tímida de 2,1%.
Campinas, que concentra a maior parte da população e dos serviços, será o principal motor desse avanço. De acordo com as informações, a previsão é que a cidade movimente R$ 3,014 bilhões, crescendo 18,6% em relação a 2025.
Expansão e fatores
O setor também apresenta uma expansão física real. A RMC conta hoje com 34.917 estabelecimentos, o que significa que 3.544 novos negócios foram abertos em apenas um ano — um salto de 11,3%.
Para André Mandetta, presidente da Abrasel RMC, esse movimento é reflexo de uma melhora no poder de compra e do aumento no número de pessoas empregadas, o que tem ajudado os empresários a saírem do prejuízo.
Turismo
Outro ponto de destaque é o impacto do turismo de negócios. Como a cidade de Campinas está no ranking das dez cidades que mais recebem eventos corporativos no país, o fluxo de visitantes acaba aquecendo o faturamento de bares e restaurantes não apenas na metrópole, mas em todo o entorno, gerando mais empregos e renda para a região.