A 2ª Vara Criminal de Americana oficializou o segundo adiamento da audiência de instrução do processo envolvendo o vereador Juninho Dias (PSD). O parlamentar é acusado de agressão e ameaça contra uma mulher em um evento ocorrido em julho de 2022, no bairro Antônio Zanaga. Inicialmente agendada para terça-feira (12), a sessão foi transferida para o dia 9 de setembro de 2026, com início previsto para as 14h30.
Motivação
A decisão de postergar o ato processual foi assinada pelo juiz Eugenio Augusto Clementi Junior e publicada na última sexta-feira. O magistrado fundamentou a alteração do cronograma em função de suas férias regulamentares, programadas para o intervalo entre 11 e 29 de maio.
Este é o segundo reagendamento do caso. A primeira data prevista para a audiência era 14 de outubro de 2023, sendo posteriormente remarcada para maio de 2024 e, agora, para o segundo semestre de 2026.
Juninho Dias passou à condição de réu em maio de 2025, após o Ministério Público do Estado de São Paulo oferecer denúncia pelos crimes de lesão corporal e ameaça.
Divergências
O episódio que motivou a ação judicial aconteceu durante o evento "Dia da Pipa", realizado em um campo de futebol na Avenida Antônio Conselheiro. Conforme o relato da denunciante, o conflito começou quando ela demonstrou incômodo ao notar que sua família estava sendo fotografada. Segundo sua versão, o vereador teria ordenado que ela saísse do recinto e, em seguida, a agredido com socos enquanto ela se retirava com os filhos. A denúncia aponta ainda que o parlamentar teria ido até a residência da mulher posteriormente, sob a alegação de um suposto furto de celular.
Em contrapartida, o vereador nega as agressões. Sua versão sustenta que o desentendimento teve início após queixas de participantes sobre o uso de cerol pelo filho da denunciante. Ao solicitar que a mulher deixasse o local, a discussão teria prosseguido na área externa. A defesa afirma que a mulher teria puxado o cabelo de uma voluntária do evento, que reagiu com uma cotovelada.
Defesa
Segundo as informações, o advogado do parlamentar, Willey Sucasas, declarou que o cliente é alvo de perseguições e acusações infundadas que têm sido julgadas improcedentes, manifestando confiança na imparcialidade do Judiciário local. Na esfera cível, o episódio já teve um desfecho: em 2024, a Vara do Juizado Especial Cível de Americana indeferiu um pedido de indenização por danos morais apresentado pela mulher, resultando no encerramento daquela ação específica.
Com a nova designação, o processo criminal aguardará o mês de setembro de 2026 para a colheita de depoimentos e produção de provas em juízo. Até lá, a magistratura auxiliar segue respondendo pela unidade durante o afastamento do juiz titular, mantendo o andamento das demais demandas da 2ª Vara Criminal.