O governador Tarcísio de Freitas e o secretário estadual da Saúde, Eleuses de Paiva, anunciaram na última semana a entrega oficial de um novo equipamento de ressonância magnética ao Hospital Estadual de Sumaré (HES). O aparelho foi adquirido por R$ 6,12 milhões, com recursos do governo estadual, incluindo também as obras de adaptação da estrutura. Entre os diferenciais, está a redução de até 30% no tempo de preparação entre pacientes, com troca em menos de um minuto, o que contribui para diminuir filas de espera.
Avanço tecnológico
O novo equipamento também se destaca pela incorporação de softwares com inteligência artificial, capazes de ajustar automaticamente os parâmetros do exame conforme as características individuais dos pacientes, garantindo maior precisão e qualidade nas imagens.
O aparelho possui abertura interna de 70 centímetros, oferecendo mais conforto a pacientes com claustrofobia, ansiedade ou maior porte físico, além de reduzir em até 80% o ruído acústico durante o procedimento. Outro ponto relevante é a utilização de bobinas ultraleves, com peso até 75% menor que os modelos antigos, permitindo exames mais rápidos e eficientes. As varreduras podem ser realizadas em 2D e 3D com ganho de até 50% no tempo, sendo que exames simples duram cerca de cinco minutos e os de corpo inteiro podem ser concluídos em menos de 20 minutos.
Exames rápidos
A tecnologia embarcada também permite reduzir a necessidade de apneia prolongada, exigindo pausas respiratórias de até cinco segundos para obtenção de imagens nítidas, com supressão de gordura e sem interferência de movimentos.
Esse avanço contribui diretamente para a ampliação do acesso ao exame, já que diminui a necessidade de sedação em muitos casos e melhora a experiência do paciente durante o procedimento.
Para o diretor do HES, Antonio da Silva Bastos Neto, os benefícios vão além do conforto. "É um equipamento focado na experiência do paciente. Seus diferenciais tecnológicos promovem a redução do tempo de exame e a ausência de necessidade de prender a respiração".
"A agilidade evita também, a necessidade de sedação em oitenta por cento dos casos, ampliando o acesso a esse tipo de exame, inclusive para investigações cardiológicas até em pacientes com marcapassos, trazendo maior assertividade no diagnóstico para o tratamento", ressalta Bastos Neto.
Nova estrutura
Outro diferencial está no magneto, componente responsável pela geração do campo magnético. O novo modelo utiliza apenas sete litros de hélio líquido, uma redução significativa em relação aos cerca de dois mil litros exigidos por equipamentos anteriores.
O peso do sistema também foi reduzido pela metade, passando de seis para cerca de três toneladas, o que facilita a instalação e manutenção, além de representar um avanço para o serviço público de saúde.