Por: Da Redação

Programa alimentar beneficia mais de mil pessoas

Hortolândia deu início a um novo ciclo do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em 2026, reforçando ações voltadas à segurança alimentar e ao incentivo à produção rural. Criado pelo Governo Federal em 2003, o programa é desenvolvido no município em parceria com a Prefeitura, por meio do Banco de Alimentos da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia. A proposta une duas frentes: ampliar o acesso a alimentos, sobretudo para a população em situação de vulnerabilidade, e fortalecer a Agricultura Familiar.

As entregas começaram em março e seguem até agosto, conforme cronograma definido. Atualmente, o programa atende cerca de 1.050 pessoas na cidade. Neste ano, o investimento chega a R$ 325 mil, valor superior ao aplicado em 2025. A iniciativa funciona na modalidade de Compra com Doação Simultânea, conectando produtores diretamente às entidades assistenciais. A estimativa é adquirir 50 toneladas de alimentos, envolvendo 45 agricultores familiares e beneficiando mais de mil pessoas atendidas por 11 instituições cadastradas.

Produção local

Um dos destaques desta edição é a inclusão de agricultores do Vale do Ribeira, ligados à Cooperquivale, com participação de comunidades quilombolas como Porto Velho, Nhunguara, São Pedro e Ivaporunduva.

Outro diferencial está na logística adotada pelo município. A Prefeitura realiza o transporte dos alimentos, reduzindo custos para os produtores e garantindo que os itens cheguem frescos às organizações atendidas.

Impacto social

Manoel Messias Alves, de 61 anos, voluntário na organização Irmão Américo, no Jardim Amanda, que atende cerca de 23 famílias, participa da distribuição dos alimentos.

"Eu faço a minha parte, mas com certeza o trabalho e essa parceria com o Banco é essencial para as famílias atendidas. São pessoas que realmente precisam, que ficam gratas e felizes pela qualidade dos produtos recebidos", afirma Alves.

Para ampliar o aproveitamento dos alimentos, o Banco de Alimentos utiliza a Cozinha Experimental, onde nutricionistas desenvolvem receitas e orientam as famílias. A proposta é incentivar o uso integral dos produtos e apresentar novas formas de preparo.

"Essa integração gera renda no campo, amplia o acesso a alimentos de qualidade e fortalece o combate à insegurança alimentar", explicou a nutricionista Ester Mendes de Oliveira.