A Região Metropolitana de Campinas (RMC) vai receber uma das maiores ciclovias do Estado de São Paulo, com cerca de 25 quilômetros de extensão conectando Artur Nogueira, Holambra e Santo Antônio de Posse. O projeto faz parte do pacote de obras da concessão da Rota Mogiana, coordenada pelo Governo do Estado, e tem custo estimado em R$ 30 milhões.
O traçado será implantado ao longo da Rodovia Prefeito Aziz Lian (SP-107), entre os quilômetros 18,8 e 43,9, formando um corredor cicloviário contínuo entre os municípios. Pela dimensão, a estrutura deve figurar entre as maiores do estado, superando ciclovias já consolidadas, como a da Marginal Pinheiros, na capital, e a da orla de Praia Grande. A proposta inclui sinalização específica, separação segura do tráfego e adequações para garantir conforto aos usuários.
Mobilidade ativa
A criação da ciclovia surgiu a partir de sugestões apresentadas durante consultas e audiências públicas realizadas no processo de concessão. As contribuições de moradores, gestores públicos e especialistas foram avaliadas por órgãos como a Artesp e incorporadas ao projeto final. A iniciativa busca incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte, promovendo deslocamentos mais sustentáveis e seguros.
Além disso, o novo trajeto deve impulsionar o turismo regional. Cidades como Holambra, conhecida por sua produção de flores e eventos tradicionais, e outras localidades do percurso contam com atrativos que incluem turismo rural, gastronômico e histórico. A melhoria na infraestrutura tende a facilitar o acesso de visitantes e estimular a economia local, movimentando setores como hotelaria, comércio e serviços.
Impacto regional
O leilão da concessão foi realizado no início de 2026, com vitória do consórcio liderado pela Azevedo e Travassos, que apresentou proposta de R$ 1,08 bilhão. A concessionária será responsável pela administração do sistema rodoviário pelos próximos 30 anos, incluindo operação, manutenção e execução das obras previstas.
O contrato contempla cerca de R$ 9,4 bilhões em investimentos ao longo de uma malha de aproximadamente 520 quilômetros de rodovias.
Estão previstas duplicações, implantação de faixas adicionais, construção de marginais, acostamentos, passarelas e dispositivos de acesso, além de intervenções voltadas à segurança viária e à melhoria da fluidez do tráfego. A expectativa é beneficiar diretamente cerca de 2,3 milhões de pessoas em 22 municípios do interior de São Paulo.
Geração de empregos
Outro destaque é o potencial de geração de empregos, com estimativa de cerca de 11 mil vagas diretas e indiretas ao longo do período de concessão. O conjunto de obras também deve fortalecer a integração logística entre a RMC, o eixo de Ribeirão Preto e regiões próximas à divisa com Minas Gerais, contribuindo para o desenvolvimento econômico e regional.