Por: Da Redação

Produtos de Páscoa podem ter diferenças de até 50%

Diferença varia de 40% a 50% em pescados | Foto: Prefeitura de Hortolândia

O PROCON de Hortolândia, intensificou ações para garantir a proteção do consumidor neste período de Páscoa e da Sexta-Feira Santa. Equipes do órgão estão realizando levantamento de preços de itens típicos da data, com foco em ovos de chocolate e pescados, em diversos estabelecimentos comerciais da cidade, com diferenças de preço que podem chegar a 50%.

De acordo com o Procon, a pesquisa feita nesta semana aponta que, no caso dos ovos de Páscoa, há uma certa uniformidade nos valores praticados entre os comércios, embora ainda existam diferenças.

Já entre os pescados, a variação é ainda mais expressiva. Os preços podem mudar significativamente conforme o tipo de peixe, corte, marca e origem do produto, o que reforça a necessidade de pesquisa prévia por parte do consumidor.

Consumo consciente

O levantamento indica que a diferença pode chegar a aproximadamente 25% na compra de ovos de Páscoa e variar entre 40% e 50% no caso dos pescados, podendo ser ainda maior em situações específicas.

O Procon orienta que o consumidor pesquise em mais de um estabelecimento, avalie o peso e a marca dos produtos, além de verificar características como qualidade e procedência, principalmente no caso de alimentos perecíveis. Também é fundamental exigir a correta informação dos preços.

Dicas práticas

No caso dos ovos de Páscoa, especialmente os voltados ao público infantil, é essencial verificar a presença do selo do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), além da indicação da faixa etária recomendada. O consumidor deve ainda observar possíveis danos, como rachaduras, e conferir validade, procedência e peso.

Para os pescados, alguns cuidados são indispensáveis no momento da compra. É importante observar se as escamas estão firmes, se os olhos não apresentam manchas ou aspecto achatado, se o ventre não está inchado e se as brânquias mantêm coloração vermelha viva. Outro teste simples é pressionar o peixe com o dedo e verificar se a marca desaparece rapidamente.

Após a compra, a atenção deve continuar. A Vigilância Sanitária recomenda que pescados sejam transportados e armazenados sob refrigeração ou congelamento, utilizando caixas térmicas, isopor ou bolsas apropriadas. Caso haja sobras, o ideal é mantê-las refrigeradas por no máximo dois dias, garantindo assim a segurança no consumo.