A segunda Sessão Ordinária de 2026 da Câmara Municipal de Americana foi marcada por discussões acaloradas após a inclusão, em regime de urgência, de uma moção de aplausos relacionada à caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL MG) até Brasília, em defesa do movimento intitulado "Acorda Brasil". A iniciativa partiu do vereador Marcos Caetano (PL) e reacendeu divergências ideológicas entre os parlamentares no plenário.
A proposta acabou aprovada por 13 votos favoráveis, registrando ainda quatro ausências e um voto contrário, da vereadora Professora Juliana (PT). O episódio evidenciou mais um embate político entre representantes de campos opostos dentro do Legislativo municipal.
Debate acirrado
As manifestações ocorreram entre o vereador Thiago Brochi (PL) e Marcos Caetano (PL), que defenderam a homenagem, e a vereadora Professora Juliana, que se posicionou contra. A parlamentar criticou a caminhada como instrumento de fortalecimento de grupos da direita radical.
Juliana também afirmou sentir falta de uma direita mais propositiva e reflexiva, dizendo que esse perfil estaria hoje em minoria no Legislativo de Americana. Suas declarações elevaram o tom da sessão e provocaram reações imediatas.
Em resposta, Thiago Brochi argumentou que a caminhada simboliza a defesa da liberdade de pessoas que, em sua avaliação, estariam sendo alvo de perseguição política. O vereador fez críticas duras ao governo federal, além de afirmar que haverá mudanças no cenário político nacional.
Já o autor da moção, Marcos Caetano, rebateu as falas da vereadora, classificando-as como falaciosas. Ele questionou a ausência de críticas ao Partido dos Trabalhadores em temas ligados à gestão federal. Ao encerrar, Caetano declarou que o Brasil teria "acordado" e que as respostas virão nas próximas eleições.