Na sexta-feira (23), o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, anunciou durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado em Salvador (BA), a liberação de R$ 53 milhões para a aquisição de áreas destinadas ao assentamento das famílias do acampamento Marielle Vive, localizado em Valinhos (SP).
De acordo com o MST, aproximadamente mil famílias vivem no local, ocupado desde abril de 2018 em uma área na Estrada do Jequitibá. A mobilização ganhou repercussão nacional após um episódio trágico ocorrido em julho de 2019, quando um idoso morreu atropelado depois que um veículo avançou contra manifestantes.
No sábado (24), durante visita a Sumaré (SP), o ministro detalhou o projeto e reafirmou o compromisso do governo federal com a iniciativa. "Serão investidos R$ 53 milhões para abrigar essas famílias e ali se tornar um modelo de assentamento, porque está muito perto dessa grande região metropolitana de Campinas, de Valinhos, de Vinhedo", afirmou Teixeira.
Regularização fundiária
Segundo o ministro, os recursos já estão garantidos e o processo administrativo está em andamento. "O dinheiro está depositado. Assim que sair a transferência para o Incra da terra, o proprietário recebe esse recurso. Aí vão criar o assentamento, essas famílias já estão cadastradas", explicou.
Teixeira acrescentou que, após a transferência da área para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), haverá a formalização do assentamento e a definição das famílias beneficiadas.
A notícia foi comemorada pelos integrantes do movimento. Em nota, o acampamento Marielle Vive destacou. "O Acampamento Marielle Vive, enfim, será um assentamento para a produção de alimentos saudáveis na região de Campinas, SP. Viva a Reforma Agrária Popular!", afirmou o MST.