O setor da beleza segue em ritmo acelerado de crescimento e ganha ainda mais destaque no Dia Nacional dos Profissionais de Beleza, celebrado neste dia 19 de janeiro. Em 2025, a região de Campinas registrou a abertura de 4.412 novos negócios ligados à área, entre microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas. O número representa um avanço de 20% em relação a 2024, quando foram contabilizados 3.671 novos empreendimentos.
Superação regional
O desempenho regional supera a média estadual. Em todo o Estado de São Paulo, o crescimento foi de 13%, passando de 60.064 aberturas em 2024 para 67.944 em 2025. No cenário nacional, o setor contabilizou 235.681 novos negócios no último ano. Os dados englobam atividades como cabeleireiros, barbeiros, manicures e outros.
"A área de beleza, tradicionalmente, atrai muitos interessados em empreender. É um setor que movimenta milhões, mas por outro lado existe muita concorrência. Por isso, é importante se manter atualizado em relação ao lado técnico e não descuidar da gestão do negócio", afirma Maisa Blumenfeld, gestora estadual de beleza do Sebrae-SP.
Levantamento realizado pelo Sebrae-SP aponta que a decisão de empreender no setor está fortemente relacionada à afinidade com a profissão. A vocação e o desejo de autonomia aparecem como principais fatores que impulsionam a abertura do próprio negócio. Segundo a pesquisa, 26% dos empreendedores iniciaram a atividade com o objetivo de transformar uma paixão em algo concreto.
Outros 22% afirmaram que identificaram uma oportunidade de mercado, enquanto 20% citaram a busca por independência como principal motivação. Apenas 18% indicaram a necessidade de geração de renda como fator determinante para empreender, demonstrando que buscam realização pessoal aliada ao negócio.
O investimento médio inicial para abrir um empreendimento na área foi de R$ 4.905,68. Antes de iniciar a atividade, 54% dos profissionais possuíam vínculo formal de trabalho, com carteira assinada, o que reforça a transição planejada para o empreendedorismo.
Dados financeiros
Além da prestação de serviços, a comercialização de produtos é uma prática comum no segmento. De acordo com o estudo, 76% dos estabelecimentos também vendem itens relacionados à beleza e estética. Entre esses, 78% estimam que cerca de 26% do faturamento mensal vem da venda de produtos, complementando a renda obtida com os atendimentos.