Por:

Região de Campinas emplaca 56,6 mil veículos em 2025

Dados da Fenabrave mostram estabilidade nos emplacamentos, com um crescimento sutil | Foto: Divulgação

A região de Campinas encerrou 2025 com desempenho consistente no setor automotivo. Ao longo do ano, foram emplacados 56,6 mil veículos novos, considerando automóveis, motocicletas, comerciais leves, caminhões e ônibus. Os dados são da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) e contemplam Campinas, Americana, Hortolândia, Indaiatuba e Sumaré.

Campinas manteve protagonismo e concentrou 61,5% dos emplacamentos de automóveis da região. Somente em carros zero quilômetro, foram 31.156 unidades registradas, número 1,2% superior ao de 2024, quando o total foi de 30.757 veículos.

Cenário regional

Na comparação com o ano anterior, o volume total de emplacamentos apresentou variação positiva de 0,6%. Em 2024, a região havia registrado 56,2 mil veículos. Embora o crescimento local tenha sido moderado, o desempenho acompanha um cenário nacional mais aquecido, que fechou 2025 com alta de 8,02%, impulsionada principalmente pelo avanço nas vendas de motocicletas em todo o país.

Segundo o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, o setor conseguiu resultados positivos mesmo diante de um ambiente econômico mais desafiador. "O desempenho do setor em geral se mostrou positivo, mesmo diante de um cenário de crédito mais restritivo, com taxas de juros altas", afirmou.

Mercado duas rodas

As motocicletas seguem como um dos principais motores do mercado regional. Em 2025, foram emplacadas 17.105 motos nas cinco cidades analisadas, o que representa cerca de 30% de todos os veículos registrados. O número indica leve crescimento de 0,2% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 17.063 unidades. Campinas lidera esse segmento, respondendo por quase metade das vendas de motos na região, que concentra 49,7% do mercado regional.

A expectativa é de que esse segmento continue em expansão em 2026, especialmente com a isenção do IPVA para motocicletas de até 180 cilindradas no Estado de São Paulo, medida que tende a estimular novas compras.

Desafios urbanos

O desempenho positivo não se repetiu em todos os segmentos. O emplacamento de veículos comerciais leves e caminhões apresentou retração, sinalizando possível cautela do setor produtivo e reavaliação das demandas logísticas. Em contrapartida, o mercado de ônibus registrou crescimento expressivo: 719 novos veículos foram emplacados, alta de 22,2% em relação aos 588 do ano anterior.

Com a frota regional em expansão aumentam também os desafios relacionados ao trânsito, segurança viária e infraestrutura urbana. Especialistas apontam a necessidade de planejamento contínuo e investimentos públicos para garantir mobilidade eficiente. Diante do crescimento econômico e populacional da região, o setor automotivo seguirá sendo peça-chave na definição das políticas de mobilidade e desenvolvimento sustentável.