A Região Metropolitana de Campinas (RMC) encerrou o mês de novembro com saldo negativo no mercado formal de trabalho, segundo dados do Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. No período, foram registradas 47.340 admissões contra 48.104 desligamentos, o que resultou em mais demissões do que contratações. Mesmo com o resultado desfavorável, os números indicam forte movimentação nas relações de emprego.
Apesar do fechamento negativo ao longo do mês, alguns setores mantiveram ritmo significativo de contratações. O setor de serviços liderou a geração de novos vínculos na região, com 23.028 admissões, concentrando quase metade das contratações registradas em novembro. Na sequência aparecem o comércio, que contabilizou 12.149 contratações, e a indústria, com 7.262 novos postos de trabalho formais.
Mercado regional
Formada por 20 municípios, a RMC apresenta um mercado diversificado e com alta rotatividade, característica comum em períodos de instabilidade econômica ou de ajustes sazonais. Mesmo diante do saldo negativo, o volume de admissões e desligamentos evidencia um cenário movimentado de constante troca de mão de obra.
O perfil dos trabalhadores admitidos em novembro mostra predominância do sexo masculino, com 25.325 contratações, enquanto as mulheres somaram 22.015 registros. O nível de escolaridade mais frequente entre os admitidos foi o ensino médio completo, presente em 31.741 contratações, o que representa 67,05% do total. Em relação à idade, os jovens de 18 a 24 anos lideraram as admissões, com 12.293 vínculos, correspondendo a 25,97% das contratações do mês.
Cenário Nacional
No contexto brasileiro, o mercado formal registrou 1.979.902 admissões em novembro. No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o país contabilizou 25.055.514 contratações.
O trabalho temporário também teve peso relevante nos números. Em novembro, o Brasil somou 101.009 contratações temporárias. No estado de São Paulo, foram 79.345 vagas, das quais 3.308 concentradas na região de Campinas.
Esses contratos seguem regras previstas em lei, garantindo direitos como carteira assinada, horas extras, descanso semanal remunerado, 13º salário e férias, além do depósito do FGTS. O contrato temporário pode durar até 180 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 90 dias, e permite efetivação.