Por:

Verão acende alerta para o aumento dos casos de câncer de pele na região

O uso diário do protetor solar é essencial para reduzir riscos | Foto: Freepik

Na região de Campinas, números da Secretaria de Estado da Saúde indicam os atendimentos relacionados ao câncer de pele, o tipo de tumor mais comum no Brasil. Em 2025, os casos resultaram, em média, em seis internações por dia na rede pública, reflexo direto da exposição excessiva à radiação ultravioleta (UV), especialmente durante o período de férias.

Fator de risco

As queimaduras solares são apontadas como um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pele, mesmo quando acontecem apenas em períodos pontuais do ano.

Pessoas que se expõem intensamente ao sol apenas durante férias, como em idas à praia ou à piscina, e sofrem queimaduras frequentes, especialmente aquelas de pele mais clara, apresentam risco aumentado da doença ao longo da vida. Mesmo sem exposição solar contínua ao longo do ano, episódios repetidos de queimadura já são suficientes para elevar significativamente a probabilidade de desenvolver câncer de pele no futuro.

Estimativas o Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam para cerca de 220 mil novos casos anuais de câncer de pele não melanoma, o equivalente a aproximadamente 30% de todos os diagnósticos de câncer no país. Já o melanoma, embora menos frequente, é mais agressivo e deve registrar cerca de 9 mil novos casos por ano, com maior incidência nas regiões Sul e Sudeste.

Proteção diária

Apesar de o verão concentrar o maior risco, especialistas reforçam que a proteção da pele deve ser adotada ao longo de todo o ano, desde a infância. O Inca orienta o uso diário de protetor solar, inclusive em dias nublados ou chuvosos.

Também é recomendado evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h e reaplicar o protetor a cada duas horas.