Um levantamento da Secretaria de Assistência Social (SAS) de Presidente Prudente traçou o perfil da população em situação de rua, identificando 250 pessoas. O estudo, realizado pelo Centro Pop e pelo Serviço de Abordagem Social com base em dados do SUASNET até 2024, revela que 60% desse público é acompanhado há cerca de cinco anos, indicando uma situação de cronicidade. Do total identificado, 83% são homens (207 pessoas) e 17% mulheres (43). Em relação à etnia, 37% se declaram brancos, 34% pardos, 28% pretos e 1% amarelos. A maioria é natural de cidade (160 pessoas, o equivalente a 71%), enquanto 29% são oriundas de outros municípios e estados.
Saúde
O diagnóstico aponta camadas de vulnerabilidade. Entre os identificados, há 44 idosos, 39 pessoas com transtornos mentais e 17 com deficiência. No campo da dependência química, 60% relataram o uso de múltiplas drogas e 18% o uso específico de crack, enquanto 20% negam o consumo de substâncias. Um dado preocupante é que metade dessa população não realiza acompanhamento regular na rede de saúde, apesar de serviços como CAPS-AD e AME-AD estarem disponíveis.
Atendimento
A rede municipal atua intensamente, realizando, em média, 30 abordagens anuais por pessoa. Esse esforço gera cerca de 392 encaminhamentos para saúde, higiene e documentação. Os pontos de maior concentração incluem a linha férrea, o Terminal Urbano e o Parque do Povo. O estudo serve agora como base para o planejamento de políticas integradas de reinserção social e acolhimento.