A Câmara Municipal de Ribeirão Preto aprovou, na quarta-feira (25), a abertura de um processo de cassação ao mandato do vereador Lincoln Fernandes (PL). A decisão, apoiada por 20 parlamentares, baseia-se em acusações de quebra de decoro.
O político é suspeito de praticar a "rachadinha", que consiste em exigir parte dos salários de seus assessores para mantê-los nos cargos. O presidente da Casa e o próprio investigado não participaram da votação, conforme as regras internas.
Em resposta, a defesa do vereador manifestou indignação e repúdio. Segundo as informações, os advogados afirmam que as denúncias são falsas e que buscarão punir os responsáveis por utilizar a estrutura pública para espalhar calúnias.
Próximos passos
O Conselho de Ética possui um prazo de 60 dias para concluir os trabalhos. O rito estabelece que, após escolher um relator, o vereador seja notificado oficialmente, tendo 15 dias para apresentar sua defesa por escrito. Durante a fase de instrução, o comitê realizará reuniões públicas para colher depoimentos e analisar documentos. Um relatório será submetido ao plenário, onde os demais vereadores decidirão se o caso será arquivado ou se haverá punição.