A praça de pedágio localizada no km 49 da Rodovia Raposo Tavares será transferida de volta para o km 46, seu local de origem antes da implementação do sistema free flow. O anúncio, feito pelo prefeito de São Roque, Guto Issa, marca o desfecho de uma série de negociações entre a administração municipal, a Artesp e o Governo do Estado de São Paulo.
Diálogo e gestão
A mudança é vista como uma vitória da gestão atual, que se reuniu com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e órgãos de transporte para solucionar o impasse. Em nota ao Correio da Manhã, a prefeitura afirma que, embora não tenha jurisdição direta sobre as rodovias estaduais, o órgão atuou como mediador, chegando a criar um cadastro de isenção em seu portal para mapear e auxiliar os cidadãos afetados. "O município buscou soluções para a questão, chegando a implementar um formulário em seu portal para que os moradores pudessem se cadastrar na busca por isenção do pedágio. A iniciativa contribuiu ainda para quantificar os moradores potencialmente impactados pelo dispositivo, colaborando para a construção de alternativas mais eficazes", declarou a prefeitura.
Até o momento, os detalhes técnicos e as datas específicas para a transferência física dos equipamentos dependem de cronograma oficial a ser divulgado pela Artesp e pela concessionária Motiva, antiga CCR.
Histórico
A instalação do pórtico no km 49 gerou transtornos imediatos para quem vive em bairros como Alto da Serra, Mailasqui e Juca Rocha. Com a retirada da cobrança no km 46, em dezembro de 2025, o novo sistema incidia sobre deslocamentos curtos e essenciais. Famílias relataram que ficaram "ilhadas", sendo obrigadas a pagar pedágio para atividades básicas do cotidiano, como levar os filhos à escola ou fazer compras em bairros vizinhos, o que eliminou rotas alternativas anteriormente utilizadas.
Benefícios
A transferência deve representar um alívio direto, especialmente para os moradores do bairro Juca Rocha, que eram os mais prejudicados pela localização atual. Com o retorno ao ponto anterior, a expectativa é que o fluxo local seja normalizado sem a cobrança excessiva para trajetos curtos. A prefeitura reiterou que continuará monitorando os trabalhos na região para garantir que o sistema viário atenda às necessidades da população sem causar prejuízos financeiros aos residentes.
O Correio da Manhã entrou em contato com a Artesp e o Grupo Motiva mas, até a publicação desta matéria, não obteve retorno.