Por: Da redação

Treinamento físico é foco de estudo sobre DPOC

Um estudo desenvolvido no Laboratório de Espirometria e Fisioterapia Respiratória (LEFir), no campus de São Carlos da UFSCar, busca analisar os impactos de um programa de reabilitação pulmonar aliado a estratégias de mudança de comportamento relacionadas à prática de exercícios físicos em pessoas com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). A pesquisa é realizada pelos doutorandos Fernanda Manenti Basso e Tiago Almeida de Araújo, com orientação e coordenação da professora Valéria Amorim Pires Di Lorenzo, do Dep.artamento de Fisioterapia (DFisio) da instituição.

A DPOC é uma doença inflamatória que compromete os pulmões e provoca uma limitação persistente da passagem de ar, condição que não pode ser completamente revertida. A principal causa está na exposição prolongada a substâncias nocivas, especialmente a fumaça do cigarro. Entre os sintomas mais frequentes, estão a falta de ar, a tosse contínua e o chiado no peito durante a respiração.

De acordo com as informações da UFSCar, a doença engloba quadros como a bronquite crônica e o enfisema, tornando fundamental o acompanhamento e o tratamento adequados para preservar o bem-estar e a autonomia dos pacientes.

Benefícios

Segundo a professora Valéria Di Lorenzo, o treinamento físico proposto no estudo tem como finalidade reduzir a sensação de falta de ar, minimizar a fadiga e ampliar a capacidade funcional dos participantes. Para a pesquisadora, combinar um programa estruturado de exercícios com estratégias que incentivem mudanças de comportamento pode estimular um estilo de vida mais ativo. "Essa associação favorece a manutenção dos benefícios do tratamento por um período mais prolongado e contribui diretamente para a melhora da qualidade de vida", explica.

Estudo

Podem participar homens e mulheres com 50 anos ou mais, que tenham diagnóstico confirmado de DPOC, estejam sob acompanhamento médico, relatem dificuldade para respirar e apresentem limitações para atividades como caminhar ou subir escadas.

O protocolo prevê 2 dias iniciais de avaliação. Depois, os voluntários passam pela fase de reabilitação, por três meses, em três encontros semanais: dois presenciais e um realizado à distância, com orientações por meio de cartilhas e instruções detalhadas de exercícios. Seis meses após o término do programa, são reavaliados para acompanhamento dos resultados.