Um novo estudo do Trem Intercidades (TIC) Eixo Oeste, que fará a ligação entre o município de Sorocaba (SP) e a capital paulista, indica alterações relevantes em relação a proposta divulgada anteriormente pelo Governo do Estado de São Paulo. O material aponta redução tanto no número de estações quanto na extensão total da linha ferroviária.
As informações constam no data room do governo estadual e foram disponibilizados ao público na última terça-feira, 13 de janeiro de 2026.
A Secretaria de Parcerias em Investimentos esclareceu que as propostas ainda estão em análise. De acordo com a pasta, a consolidação do projeto ocorrerá apenas no edital de concessão, previsto para publicação até o final do primeiro semestre de 2026. A secretaria ressaltou que as contribuições recebidas seguem soba avaliação da equipe técnica e poderão ser incorporadas ao documento final da licitação.
Entre as atualizações apresentadas está a exclusão da Estação Brigadeiro Tobias, o que altera a configuração inicialmente prevista. Mesmo com as mudanças, a previsão de início da operação do sistema permanece mantida para o ano de 2031. Outro ponto de destaque é a diminuição da extensão da linha, que foi reduzida de cerca de 100 quilômetros para 89,6 quilômetros.
Investimentos
O valor total do investimento também passou por revisão: de R$ 11,9 bilhões, a estimativa caiu para R$ 10,3 bilhões. A redução é atribuída principalmente ao encurtamento do trajeto, à retirada de uma estação e à reavaliação dos métodos construtivos. De acordo com o estudo atualizado, cerca de 80% desse montante deverá ser aplicado até o sexto ano de implantação do projeto.
O preço para o percurso completo seguirá em R$ 45, calculado de forma proporcional à distância percorrida. O valor por quilômetro será de R$ 0,50, o que permitirá ao passageiro pagar conforme o trecho utilizado.
As estações confirmadas no traçado são Sorocaba, São Roque, Amador Bueno, em Itapevi, Carapicuíba e Água Branca, na capital.Municípios como Alumínio e Mairinque, que solicitaram paradas durante as consultas públicas realizadas em 2026, continuam fora do projeto.
O plano prevê a reconstrução de três estações e a implantação de uma nova unidade, embora o estudo não detalhe quais locais receberão cada tipo de intervenção. Conforme os dados apresentados no estudo, o custo médio estimado para cada obra é de R$ 68 milhões.
Alinhamento de trechos
O traçado da linha também deverá passar por ajustes. Segundo o governo estadual, a revisão no alinhamento em determinados trechos busca reduzir interferências urbanas e minimizar gastos com desapropriações, resultando em um percurso mais racional, com menos desvios. O modelo de implantação foi alterado e estabelece uma divisão de responsabilidades.
A concessionária ficará encarregada da construção de aproximadamente 61 quilômetros de via permanente, além da implantação de sistemas e sinalização. Outros 27 quilômetros deverão ser executados pelo poder público ou por terceiros, em trechos compartilhados com outras operadoras ferroviárias.
Operação de trens
A operação dos trens está prevista para ocorrer diariamente das 5h à meia-noite. As composições deverão contar com lavabos, monitoramento por câmeras, conexão Wi-Fi, tomadas, ar-condicionado e demais exigências definidas pelo governo paulista.
Os veículos serão do tipo "trem tubo", com salão contínuo, espaço para os cadeirantes, área multifuncional para as bagagens e bicicletas e capacidade para até 470 passageiros. De acordo com as informações, a expectativa é atender cerca de 50 mil usuários por dia.
Atualmente, o TIC Eixo Oeste encontra-se na fase de elaboração do edital. Na sequência, estão programados o leilão de concessão e a assinatura do contrato com a empresa vencedora, etapas previstas para o segundo semestre deste ano.