A Vigilância Sanitária de Ribeirão Preto anunciou, na quinta-feira (8), o reforço nas fiscalizações realizadas em farmácias e estabelecimentos comerciais do município.
A intensificação das ações ocorre após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar a proibição da venda, distribuição e uso de determinados lotes de fórmulas infantis das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, produzidas pela Nestlé Brasil.
A decisão da Anvisa, publicada na última quarta-feira (7), foi adotada de forma preventiva após a identificação do risco de contaminação por cereulide, uma toxina gerada pela bactéria Bacillus cereus. O alerta a respeito da possível presença da substância foi comunicado à agência pela própria Nestlé, que iniciou voluntariamente o recolhimento dos lotes envolvidos.
A ingestão de alimentos contaminados pode causar sintomas como vômitos persistentes, diarreia e letargia, caracterizada por sonolência excessiva, lentidão nos movimentos e no raciocínio, além de dificuldade de resposta.
Comércio local
Segundo a Vigilância Sanitária municipal, as farmácias de Ribeirão Preto já foram notificadas para retirar imediatamente os produtos das prateleiras. O órgão também orienta pais e responsáveis a conferirem atentamente o número do lote antes da compra ou do consumo.
A gerente da Vigilância, Luci R. da Silva, explica que embora as inspeções façam parte da rotina, houve reforço das ações para assegurar que nenhum lote proibido permaneça disponível ao público. A recomendação é que, caso o produto em posse do consumidor faça parte do recolhimento, ele não seja utilizado nem oferecido às crianças.
Contato
Em nota, a Nestlé informou que não há registros confirmados de reações adversas relacionadas aos produtos incluídos no recall, em nenhuma parte do mundo. A empresa orienta que consumidores que tenham itens dos lotes afetados interrompam o uso imediatamente e entrem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor para devolução gratuita e reembolso integral.
O recolhimento ocorre no Brasil e em outros países, após a detecção da toxina em produtos oriundos de uma fábrica na Holanda, ligada a um ingrediente fornecido por um fornecedor global de óleos terceirizados. No território brasileiro, a proibição se restringe a lotes específicos das marcas citadas.